sexta-feira, 14 de outubro de 2016

secretário de Meio Ambiente de Altamira, Luiz Alberto Araújo, foi assassinado

Secretário do Meio Ambiente de Altamira é assassinado a tiros

Luiz Alberto Araújo foi surpreendido por dois pistoleiros na porta de casa

O secretário de Meio Ambiente de Altamira, no Pará, Luiz Alberto Araújo, foi assassinado nesta quinta-feira na porta de sua casa. Ele foi surpreendido por dois pistoleiros por volta das 19 horas ao chegar de carro ao condomínio Buriti, a cinco quilômetros do centro da cidade, no sentido do município vizinho de Brasil Novo.
De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará, a mulher e dois filhos de Araújo também estavam no carro – ela no banco do passageiro, as crianças no banco de trás – e não foram atingidos. Os bandidos haviam sido vistos cedo rondando a região. Eles estavam em uma moto, dispararam pelo menos sete tiros e fugiram. Equipes da Polícia Militar fazem buscas pela região.
Araújo servia desde 2014 à gestão de Domingos Juvenil (PMDB), reeleito prefeito com 50,94% dos votos. Em nota, a prefeitura lamentou a morte do secretário, “um servidor dedicado e personagem importante na luta em favor da melhora das políticas ambientais na região”.
Leia abaixo a nota da prefeitura:
“A Prefeitura de Altamira, com extremo pesar comunica o falecimento do Secretário de Meio Ambiente e Turismo, Luiz Alberto Araújo, nesta quinta-feira (13), drasticamente assassinado na porta de sua casa. O governo de Altamira perde, assim, um servidor dedicado e personagem importante na luta em favor da melhora das políticas ambientais na região.
Desde 2014 até os dias atuais, Luiz Alberto, desempenhou com brilhantismo, enorme competência e sensibilidade a função de Secretário Municipal de Meio Ambiente e Turismo, onde era admirado por todos os colaboradores da PMA.
Neste momento de dor, o Prefeito Domingos Juvenil e todos os servidores municipais, solidarizam-se com os parentes, amigos, companheiros de profissão e admiradores de Luiz Araújo. Sempre rogando a Deus para que conforte a todos nesse momento difícil.”

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

CNJ pune juíza

que prendeu garota de 15 anos em cela com 30 homens no PA
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  • Marlene Bergamo/ Folha Imagem
    Em 2007, jovem de 15 anos ficou presa em cela com cerca de 30 homens no Pará
    Em 2007, jovem de 15 anos ficou presa em cela com cerca de 30 homens no Pará
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu punir com pena de disponibilidade a juíza Clarice Maria de Andrade. A magistrada foi a responsável pela decisão de manter por 26 dias uma adolescente de 15 anos presa em uma cela masculina com cerca de 30 homens, na delegacia de polícia de Abaetetuba, no interior do Pará, em 2007.
A jovem foi vítima de agressões e violência sexual no período e o caso se tornou uma referência de violação aos direitos humanos em presídios no país.
Na decisão, a maioria do plenário seguiu o voto do conselheiro Arnaldo Hossepian, relator do processo administrativo disciplinar. A pena de disponibilidade é prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e estabelece como sanções administrativas desde advertência e censura até a remoção compulsória e aposentadoria.
Além disso, o magistrado em disponibilidade com vencimentos proporcionais fica proibido de exercer suas funções, mas pode ser convocado a atuar, a qualquer momento, depois de pelo menos dois anos da punição, conforme critério da administração do tribunal.
A decisão sobre a juíza foi tomada nessa terça (11) e divulgada por meio de nota da assessoria do CNJ nesta quarta (12). A íntegra do despacho, contudo, ainda não foi publicada.
De acordo com a assessoria de imprensa do CNJ, o órgão havia decidido pela aposentadoria compulsória da juíza, em 2010, mas a posição acabou revista pelo STF (Supremo Tribunal Federal) dois anos depois.
Para o Supremo, faltaram provas de que a magistrada soubesse das circunstâncias em que a ordem de prisão da adolescente fora cumprida. Na oportunidade, o Supremo determinou que o CNJ analisasse o caso novamente.
Conforme o processo, em 7 de novembro de 2007, Clarice recebeu ofício da autoridade policial de Abaetetuba solicitando "em caráter de urgência" a transferência da menina, uma vez que ela corria "risco de sofrer todo e qualquer tipo de violência por parte dos demais".
Apesar da gravidade do caso, porém, somente no dia 20 daquele mês --ou seja, 13 dias depois --a juíza encaminhou ofício à Corregedoria de Justiça do Pará pedindo a transferência para um estabelecimento prisional adequado, segundo os autos.
A reportagem do UOL tenta contato com advogados da juíza e com ela, mas eles não foram localizados até esta publicação.

Juíza se defendeu, mas acabou desmentida por servidores

Em sua defesa, segundo o CNJ, a juíza disse ter delegado ao diretor da secretaria do juízo a tarefa de comunicar a Corregedoria em 7 de novembro, o que acabou desmentido pelo servidor e por outros funcionários e comprovado por perícia feita no computador da serventia.
Para o relator, "não é admissível que, diante da situação noticiada no ofício --presa do sexo feminino detida no mesmo cárcere ocupado por vários presos do sexo masculino, algo ignominioso-- a magistrada Dra. Clarice, no exercício da jurisdição, tenha simplesmente delegado para seu subordinado a expedição de comunicados pelas vias formais, curvando-se às justificativas que, segundo ela, foram apresentadas pelo servidor para postergar o cumprimento da determinação, o que se deu mais de dez dias após o recebimento do ofício. Evidente, portanto, a falta de compromisso da magistrada com suas obrigações funcionais."
Em junho de 2013, em entrevista ao portal de notícias da AMB (Associação de Magistrados do Brasil), a juíza disse que foi vítima de uma injustiça --na ocasião, ela havia tido decretada a aposentadoria compulsória por parte do CNJ, que alegou que a juíza foi condenada por ter se omitido em relação à prisão da menor, que sofreu torturas e abusos sexuais no período em que ficou presa irregularmente,
"Fui afastada de uma forma violenta. Fui praticamente arrancada do cargo. Foi uma coisa que mexeu com toda a família. Fiquei doente, enfrentei um câncer e meu marido perdeu o emprego. Mas graças a Deus, temos um Deus poderoso e retomamos nossa vida", afirmou, à época.
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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Justiça proíbe:

sorteio de rifa de carro promovida por prefeita eleita em São Felix do Xingu
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Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Maceió
  • Arquivo pessoal
    A prefeita eleita de São Félix do Xingu (PA), Minervina Silva (PDT), teria feito uma rifa para arrecadar dinheiro para sua campanha
    A prefeita eleita de São Félix do Xingu (PA), Minervina Silva (PDT), teria feito uma rifa para arrecadar dinheiro para sua campanha
A Justiça Eleitoral do Pará proibiu a realização do sorteio de uma rifa criada para arrecadar recursos de campanha da agora prefeita eleita de São Félix do Xingu (a 1.040 km de Belém),Minervina Silva (PDT). A decisão é do juiz Leandro Silva Consentino, 53ª Zona Eleitoral do Pará, que ainda multou a chapa vencedora em R$ 8.000. A defesa já recorreu ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
O bilhete da rifa, anexado ao processo, informa que o prêmio para quem participar é um automóvel Gol Zero km. Para ter cada bilhete seria necessário doar R$ 1.000 à campanha.
Além de pedir a suspensão do sorteio, a coligação derrotada pede a cassação do registro por propaganda irregular e abuso de poder. Esse pedido ainda será analisado.

Vitória folgada

Na votação do último dia 2, Minervina ganhou com 16.826 votos, contra 10.260 do atual prefeito João Cleber (PMDB). Apenas os dois concorreram.
Segundo a prestação de contas, ela arrecadou R$ 364.274,40. Mais de 100 doações aparecem de CPFs diferentes, em valores exatos de R$ 1.000, R$ 2.000, R$ 3.000, R$ 4.000 e R$ 5.000.
Apesar de questionar abuso de poder econômico com a rifa, a campanha do prefeito custou três vezes mais que a da vencedora: R$ 1,1 milhão, sendo R$ 1 milhão doado pelo próprio candidato.

"Propaganda irregular"


Reprodução
Bilhete de rifa com o nome da então candidata e hoje prefeita eleita de São Félix do Xingu
Segundo a decisão do juiz Leandro, "não há dúvidas de que a realização de tal evento exaltando o nome da candidata se trata de propaganda irregular."

"A realização da rifa atinge grande público, causando a ruptura da igualdade da disputa eleitoral. As pessoas são atraídas pela expectativa de participar de um sorteio e receber um prêmio, o que as faz ir até o local da realização do evento, ocasião em que é recebida por partidários que, por meio de outras formas, abordarão candidata como a melhor opção para o cargo em disputa", alegou.
Para decidir, o juiz citou a resolução 23.457/2015, que no artigo 17 diz que "não será tolerada propaganda (…) que implique oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza." "Se a lei proíbe a realização da propaganda por meio de rifa, por consequencialismo lógico também é vedado arrecadar recursos utilizando como meio a vedada rifa onde se consta o nome do candidato disputando cargo eletivo", completou.

Mais de 200 bilhetes

Segundo o pedido coligação Unidos para Continuar, foram comercializados pelo menos 243 bilhetes. O carro que seria sorteado tem valor estimado em R$ 38.345,00.
Segundo o advogado da prefeita eleita, Adwardys Barros Vinhal, não houve rifa, mas sim, uma "comercialização de bens, prevista no artigo 24 da resolução do TSE 24.463/2015", afirmou.
Sobre a decisão do juiz, a defesa já recorreu. "A gente vai aguardar o TRE reformar. Propaganda irregular é quando há pedido de voto, e não houve. O direito eleitoral diz que o sistema eleitoral é feito para prevenir, coibir os abusos. Se a gente fez algo lícito, que é a arrecadação de campanha, não há abuso, você pode arrecadar", disse.
Sobre a acusação de abuso de poder econômico, o advogado alegou que, se houve, teria sido por parte do candidato adversário. "Ele gastou R$ 1,1 milhão na campanha, enquanto a Minervina arrecadou na conta dela, perto de 300 mil. Não vejo poder econômico", disse.
Questionado se o sorteio do carro ainda seria realizado, ele negou que existiria sorteio, como afirma o juiz. "Não tem sorteio. Todo mundo que doou recebeu recibo eleitoral e depositou o dinheiro na conta", afirmou.
Questionado então se o bilhete da rifa que baseou a sentença judicial seria falso, o advogado não confirmou, nem negou. "Quem tem de dizer isso é o juiz, e se for julgar em relação a isso. Toda a arrecadação foi por meio da conta de campanha, do jeito que resolução pede, não tem nada de diferente", disse.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Diz médico

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Horário de verão começa dia 16; adaptação leva até sete dias
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Sabrina Craide
Da Agência Brasil
Daqui a uma semana começa o horário de verão, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Quem costuma sentir os efeitos da mudança de horário no organismo deve começar a se preparar desde já, adiantando gradualmente a hora de dormir. Segundo o médico Marcos Pontes, a adaptação pode ser feita em um período de cinco a sete dias.
"Orientamos as pessoas a tentarem acostumar o organismo a dormir uma hora antes, porque o período de adaptação vai de cinco a sete dias. Aí quando chegar o horário de verão, você já se acostumou a dormir mais cedo e acordar mais cedo", diz o clínico geral do hospital Santa Lúcia.
Segundo ele, a mudança de horário altera a ordem temporal interna do nosso corpo, que regula os ritmos de sono e temperatura. "Com o horário de verão, tendo um desajuste, entra em uma fase de desordem temporal interna. Então, as pessoas acabam tendo que gerar uma nova sincronização porque esses ritmos têm fases diferentes."

Crianças e idosos sentem mais

As consequências da mudança de horário no organismo podem ir desde mal estar, dificuldades para dormir, sonolência diurna e até alterações de apetite. Segundo Pontes, é preciso tomar alguns cuidados nos dias seguintes à mudança de horário, como evitar dirigir distâncias longas. "É a mesma coisa de fazer uma viagem de um fuso horário para outro, tem um período para o organismo se adaptar àquele novo horário", diz o médico.
Os idosos e as crianças, por terem uma necessidade maior de sono e de rotina, podem sentir mais os efeitos da mudança de horário. "Principalmente as crianças que vão para a escola de manhã, vão ter que levantar uma hora mais cedo, podem ter uma sonolência maior pela manhã. Mas isso é uma coisa de hábito mesmo, é só manter aquele ritmo que o organismo vai se habituar", afirma Pontes. Uma dica para melhorar a adaptação é dormir com a janela aberta, para que a luminosidade natural ajude a despertar mais cedo.

Governo prevê economia de R$ 147,5 milhões

Neste ano, o horário de verão vai vigorar do dia 16 de outubro a 19 de fevereiro de 2017. O objetivo da medida, adotada no Brasil desde 1931, é proporcionar uma economia de energia para o país, com menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.
No ano passado, a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A economia foi possível porque não foi preciso adicionar mais energia de usinas termelétricas para garantir o abastecimento do país nos horários de pico. Para este ano, a previsão de economia é de R$ 147,5 milhões.
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sábado, 8 de outubro de 2016

Dono de jornal:

invade missa e mata mulher a facadas em Minas Gerais
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Dono de jornal invade missa e mata mulher a facadas em Minas Gerais

Renata Tavares
Colaboração para o UOL, em Uberlândia
  • Redes sociais
    A operadora de caixa Simone Marca, 30, foi morta pelo seu ex-namorado durante uma missa no interior de Minas Gerais
    A operadora de caixa Simone Marca, 30, foi morta pelo seu ex-namorado durante uma missa no interior de Minas Gerais
A operadora de caixa Simone Marca, 30, foi morta a facadas dentro da igreja Matriz São José, em Ituiutaba, 673 quilômetros de Belo Horizonte, pelo ex-namorado Marcos Ferreira da Silva, 43. O crime aconteceu na noite de sexta-feira (7), enquanto acontecia a missa.
Marcos Ferreira é repórter e dono do jornal Hoje Ituiutaba que noticiava, em sua maioria, notícias trágicas da região. Segundo a Polícia Militar, ele entrou por volta das 20h na igreja e esfaqueou três vezes Simone Marca, que estava sentada em um dos bancos da frente.

Redes sociais
Marcos Ferreira, dono do jornal Hoje Ituiutaba, confessou o crime

Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, contou ao UOL que Simone Marca chegou acompanhada de outro rapaz na igreja e se sentou atrás dela. "Eles não me chamaram muito a atenção, até que o telefone dela tocou e ela ficou preocupada. Escutei quando disse que era uma pessoa violenta [se referindo a Marcos que havia telefonado]", diz.
Pouco tempo depois, segundo a testemunha, Marcos Ferreira entrou na igreja e deu o primeiro golpe de facas nas costas de Simone. "Eu estava de costas para ela. Escutei o grito dela e depois vi os outros três golpes. Foi assustador, foi descomunal", conta.
Após cometer o crime o repórter fugiu no carro em que chegou e ainda enviou um áudio via Whatsapp assumindo o crime. O assassino confesso foi encontrado em Rio Verde, interior de Goiás, pela Polícia Militar da cidade na tarde de sábado (8).

Vítima já tinha denunciado ex

No dia 28 de agosto deste ano, Simone Marca havia chamado a Polícia Militar na casa dela porque Marcos Ferreira não aceitava o fim do relacionamento. Na data Simone disse aos policiais que Marcos estava muito nervoso e queria entrar na casa dela.
Como ela se recusou a abrir, ele pulou o muro e quebrou o vidro da veneziana para entrar a força. O acusado teria pegado a bolsa de Simone Marca e fugido do local.
Em seguida Marcos Ferreira procurou atendimento no hospital de Ituiutaba porque ao quebrar o vidro machucou as mãos. Foi quando a Polícia Militar o encontrou e ele assumiu que levou a bolsa de Simone Marca e a devolveu aos policiais. Naquele dia ele foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, onde foi acusado furto.
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sábado, 1 de outubro de 2016

Selfie, não!

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Veja o que você precisa saber antes de votar
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Do UOL, em Brasília
  • Reprodução
    Eleitores tiram selfie com urna eletrônica, apesar de conduta ser proibida
    Eleitores tiram selfie com urna eletrônica, apesar de conduta ser proibida
Neste domingo (2), 144 milhões de brasileiros estarão aptos a votar nas eleições municipais deste ano. Em meio a quase 500 mil candidatos disputando cargos por todo o Brasil, muitos eleitores e eleitoras ainda têm dúvidas tanto sobre os candidatos de sua preferência quanto sobre o dia da votação. A reportagem do UOL reuniu dez perguntas e respostas para ajudar a evitar problemas na hora de escolher quem vai governar ascidades brasileiras.
Confira:

1 - Que documentos levar na hora de votar?

Para votar, os eleitores devem levar os originais do título eleitoral e de um documento oficial com foto. São considerados documentos oficiais, entre outros: carteira de trabalho, CNH (Carteira Nacional de Habilitação), passaporte válido, carteira de identidade, certificado de reservista e carteira de categoria profissional reconhecida por lei (como as carteiras da OAB ou Crea). Não serão aceitas certidões de nascimento ou de casamento.

2 – Não sei onde está o meu título de eleitor. Posso votar mesmo assim?

Sim. Mesmo sem o título de eleitor, você pode votar. Basta apresentar algum do documento oficial com foto (veja a resposta acima) na sua seção de votação.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Dá para votar mesmo sem título de eleitor, usando, por exemplo, o RG

3 – Como saber onde devo votar?

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informa ao eleitor qual o local exato onde ele deve votar. Basta acessar o link e fornecer as informações solicitadas.

4 – Posso levar parentes ou amigos para me acompanhar para a cabine?

Não. O voto é sigiloso. A exceção é para casos em que o eleitor ou eleitora seja portador de deficiência física que reduzam a sua mobilidade. Nestes casos, uma pessoa de confiança do eleitor ou da eleitora pode ir à cabine de votação para ajudar. Essa pessoa não poderá estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou coligação.

5 – Posso tirar uma selfie na hora de votar ou tirar uma foto do meu voto?

Não. Equipamentos como telefones celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação ou outros aparelhos que possam comprometer o caráter sigiloso do voto devem ficar retidos pelos mesários enquanto o eleitor estiver votando.

Rogério Capela/AAN/AE
Evite filas na votação: seções abrem às 8h e fecham às 17h

6 – Qual o horário de votação?

As seções eleitorais serão abertas às 8h e fechadas às 17h (horário local). Depois desse horário, só poderão votar os eleitores e eleitoras que já estiverem nas filas de votação. Quem chegar às sessões após esse horário não poderá votar.

7 – Não estou na minha cidade. Posso votar mesmo assim?

Não. Como as eleições deste ano são municipais, se você não estiver em sua cidade, você não poderá votar. Neste caso, você deve justificar sua ausência junto a uma seção eleitoral.

8 – Posso levar uma "cola" no meu smartphone na hora de votar?

Não. O acesso de equipamentos eletrônicos como smartphones à cabine de votação é proibido. Apesar disso, o eleitor pode levar uma "cola" com os números de seus candidatos em papel.

9 – Tenho mais de 60 anos. Tenho preferência na hora de votar?

Sim. Todos os eleitores e eleitoras com mais de 60 anos de idade têm preferência na hora de votar. Além deles, têm preferência: candidatos a cargos eletivos; juízes e juízas eleitorais, seus auxiliares e demais servidores da Justiça Eleitoral; policiais militares em serviços; mulheres grávidas e em período de amamentação; pessoas enfermas e eleitores com deficiência ou que tenham mobilidade reduzida.

10 – Tenho deficiência física. Sou obrigado a votar?

Sim. O alistamento e o voto são obrigatórios para todas as pessoas portadoras de deficiência física. Nos casos em que o eleitor ou eleitora puder comprovar grande dificuldade de mobilidade (ou mesmo a impossibilidade de se locomover), é preciso comprovar essa condição a um juiz eleitoral para evitar punições impostas pela Justiça Eleitoral.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O casal se conheceu pelo Facebook

O casal transgênero em que o pai deu à luz um menino

  • Wladimir Torres/Divulgação
    "Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", lembra Fernando
    "Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", lembra Fernando
Diane Rodríguez e Fernando Machado são um dos casais transgêneros mais famosos da América Latina. E recentemente tiveram seu primeiro filho no Equador.
"Ainda não escolhemos o nome. Talvez já tenhamos, na verdade, mas ainda estamos esperando para anunciá-lo", diz Diane com os olhos fitados no celular enquanto tecla com suas unhas perfeitamente bem feitas.
Ela e seu parceiro querem esperar que as coisas se acalmem um pouco.
Enquanto isso, o filho do casal chega à 18ª semana. Nascido no último dia 20 de maio, ele é chamado carinhosamente de caraote - "caracol".
Para muitos, Diane e Fernando são o símbolo de uma crescente tolerância sobre a diversidade sexual na região.

Paternidade

O casal se conheceu pelo Facebook.
Diane, nascida Luis, buscava alguém com quem pudesse construir uma família. Queria que sua alma gêmea também apoiasse sua carreira como ativista.
Passou horas passeando por perfis nas redes sociais até que conheceu Fernando, outro transgênero.
Fernando, que nasceu Maria na Venezuela, sorri quando se lembra de como o romance começou: "Depois de alguns dias batendo papo com ela, peguei um ônibus e fui para o Equador".
"Depois de três semanas morando juntos, fiquei grávido", conta.
A gravidez só foi possível porque nem Diana nem Fernando decidiram se submeter à cirurgia de mudança de sexo. Por isso, não precisaram de ajuda médica para conceber o bebê.
Mas para um pai ou mãe transgênero que deseja colocar um filho no mundo, o Equador está longe de ser o paraíso da aceitação.
Episódios de violência contra minorias sexuais, como os transgêneros, ainda são comuns.
Diane, por exemplo, já foi sequestrada inúmeras vezes.
As sedes de sua ONG, a Silueta X, são monitoradas por câmeras 24 horas por dia com o objetivo de garantir condições mínimas de segurança.

Mãe e ativista

Ativistas como Diane acreditam que sua grande visibilidade ajuda a conscientizar o público.
Por exemplo, durante a gravidez, o casal publicou no Facebook um vídeo que mostrava como um médico aconselhava Fernando a não se esquecer de que era uma mulher.
O vídeo viralizou e o hospital foi obrigado a pedir desculpas.
Ser publicamente reconhecido como um transexual não é um problema para Diane. No entanto, ela viveu momentos dos quais prefere esquecer. A prostituição e o distanciamento da família são parte de sua história.
Agora, Diane alimenta positivamente seu status de ativista. Frequentemente, publica fotos suas junto com Fernando atraindo milhares de "curtidas".
Mas, para uma parcela da comunidade LGBT no Equador, não se trata apenas de uma vontade nobre.
Segundo eles, Diane tem planos de ingressar na política e estaria usando a plataforma do movimento para alcançar seus objetivos.
Sua relação com o presidente do país, Rafael Correa, dizem, seria próxima demais.
Correa, que é católico, já fez comentários homofóbicos e transfóbicos publicamente.
Diane também foi alvo de críticas por suas tentativas de reconciliar a Igreja Católica com os grupos LGBT. Para alguns integrantes do movimento, isso não é possível.
Por outro lado, ela é vista como um exemplo a ser seguido por muitos: mesmo sendo transexual, ela se recusou a fazer a operação de mudança de sexo, assumiu seu papel de mãe e começou a construir uma família.
Em 2013, Diane foi a primeira transgênero que se candidatou a uma vaga no Congresso equatoriano.
Apesar de não ter sido eleita, atualmente vislumbra o Senado em 2017.
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