Hospital Regional de Marabá reforça conscientização sobre lúpus durante o Carnaval
Mobilização transformou informação em cuidado para pacientes e acompanhantes na unidade
Foto: DivulgaçãoO colorido do Carnaval ganhou novo significado nos corredores do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. Aproveitando o período festivo como ponte para a informação, a unidade promoveu, nesta sexta-feira (13), ação do Fevereiro Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre doenças crônicas e autoimunes, como o lúpus, condição que afeta diferentes órgãos e requer acompanhamento médico permanente.
Voltada aos usuários que aguardavam consultas e exames, a mobilização integrou o projeto Saúde em Foco, do Serviço de Humanização, reforçando a educação em saúde como ferramenta de prevenção. Com apoio de equipe multiprofissional, a atividade percorreu corredores e unidades de internação, distribuindo materiais informativos e promovendo diálogo direto com pacientes e acompanhantes, em uma abordagem leve, acessível e baseada em evidências.
Foto: Divulgação“Eu já tinha ouvido falar do lúpus, mas não sabia exatamente como ele se manifestava. A palestra explicou os principais sintomas e mostrou que é fundamental procurar atendimento ao perceber sinais persistentes, como dores nas articulações e manchas na pele”, relatou Maria das Dores, moradora de Marabá, na região Carajás, que aguardava consulta ortopédica na unidade.
Quem também acompanhou a ação foi o usuário José Carlos, também de Marabá, que destacou a importância da iniciativa. “Às vezes a gente acha que certas doenças estão longe da nossa realidade, mas quando recebe informação clara entende que o cuidado começa pela atenção aos sinais. Essa orientação faz a diferença para que a gente procure ajuda no tempo certo”, afirmou.
Informação que protege
Foto: DivulgaçãoReforçando as orientações apresentadas durante a mobilização, a enfermeira Marília Sampaio, que atua no Hospital Regional de Marabá, explicou que o lúpus é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico passa a atacar tecidos saudáveis do próprio corpo.
“Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, incluindo manchas na pele, dores nas articulações, fadiga intensa e alterações renais, o que torna o diagnóstico precoce essencial para evitar complicações e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes”, destacou.
A profissional também orientou sobre medidas simples que podem contribuir para o controle da doença e qualidade de vida dos pacientes. “O lúpus não tem cura, mas tem controle. Com acompanhamento médico regular e adesão ao tratamento, é possível viver bem e manter a rotina com segurança. É fundamental evitar a exposição excessiva ao sol, adotar hábitos saudáveis e seguir as orientações médicas, ressaltou a enfermeira.
Foto: DivulgaçãoPara Daiane Uszynski, analista de humanização, a ação reafirma o compromisso da unidade com um cuidado que dialoga com o tempo e com as pessoas, inclusive em meio ao clima festivo do Carnaval. “Aproveitamos um período de grande visibilidade e circulação de pessoas para transformar alegria em conscientização. Quando levamos informação de forma leve e acessível, criamos pontes entre o cuidado técnico e a vivência dos usuários. Humanizar também é orientar, ouvir e acolher cada dúvida com respeito”, afirmou a profissional.
Estrutura:
Certificado com o Nível 2 de Acreditação da ONA, a unidade sob gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), oferece atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição tem 135 leitos, sendo 97 de internação clínica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Texto: Ascom/ Hospital Regional do Sudeste do Pará














