perseguição, ameaças e ofensas de professor
Uma estudante, do curso Direito de uma Faculdade, em Marabá, no sudeste do Pará, denunciou à Polícia Civil ter sido vítima de perseguição, intimidação psicológica, ameaças e ofensas misóginas praticadas por um homem identificado como (KCD), professor da instituição. O caso foi registrado no dia 4 de maio de 2026. Segundo o depoimento prestado pela universitária, os primeiros contatos entre os dois ocorreram em dezembro de 2025, durante a aplicação de uma prova de segunda chamada. Embora não fosse professor da disciplina, (KCD), teria sido responsável pela aplicação do exame. Após a ocasião, ele passou a manter contato com a estudante pelas redes sociais. A jovem afirmou que recusou qualquer envolvimento pessoal ao informar que já mantinha um relacionamento amoroso. A partir disso, segundo ela, o comportamento do suspeito mudou. A estudante relata que passou a perceber atitudes consideradas intimidatórias dentro da instituição, como olhares insistentes e abordagens desconfortáveis nos corredores e escadas da faculdade. O episódio mais grave teria ocorrido no dia 30 de abril, durante a realização de um simulado. Conforme o relato, (KCD), demonstrou comportamento controlador durante a aplicação da atividade e, em determinado momento, abordou a estudante afirmando possuir informações sobre o relacionamento dela com o namorado. Ainda segundo a denúncia, ele insistiu em fazer comentários pessoais e chegou a entregar um brownie à jovem ao final da prova. No dia seguinte, a estudante afirma ter recebido áudios temporários e ligações telefônicas contendo insultos, xingamentos e comentários ofensivos. Entre as expressões citadas no boletim de ocorrência, ela relata ter sido chamada de “cachorra” e ouvido frases como “você deveria estar morta”. O suspeito também teria feito comentários difamatórios sobre a vida íntima da vítima e de seu namorado. A universitária declarou ainda que ficou abalada ao perceber que o homem possuía informações pessoais sobre seu endereço e familiares, o que aumentou a sensação de perseguição e medo. De acordo com o documento policial, a estudante informou que a coordenação da faculdade teria mencionado a existência de procedimento administrativo envolvendo o mesmo homem por condutas semelhantes relacionadas a outras alunas. A vítima afirmou que pretende encaminhar prints e gravações de áudio à polícia e solicitou medidas protetivas de urgência, além da abertura de investigação criminal. O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil do Pará.









