terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

VESTIBULAR


Mais de 100 calouros indígenas são aprovados em processos seletivos especiais no Pará

Com ações afirmativas, Uepa e UFPA garantem o ingresso de estudantes indígenas no ensino superior

Por Eva Pires (SEPI)

Indígenas Tembé comemorando aprovação no PSE-IQ 2026
Indígenas Tembé comemorando aprovação no PSE-IQ 2026
Foto: Acervo pessoal Letícia Tembé

O ingresso de estudantes indígenas no ensino superior público no Pará ganha força em 2026 com a aprovação de mais de uma centena de calouros por meio de processos seletivos específicos nas duas maiores universidades do Estado. As iniciativas ampliam o acesso, reconhecem trajetórias marcadas por desigualdades históricas e fortalecem a presença indígena na universidade sem abrir mão da identidade, da cultura e dos territórios de origem.

Na Universidade Federal do Pará (UFPA), o listão do Processo Seletivo Especial Indígena 2026 foi divulgado em 19 de janeiro, com o preenchimento de 96 vagas destinadas exclusivamente a candidatos indígenas. O processo é voltado a estudantes que ainda não iniciaram um curso de graduação e que se encontram em situação de vulnerabilidade étnico-racial. Em 2026, a UFPA ofertou 760 vagas no total, divididas igualmente entre indígenas e quilombolas, com 2.297 inscritos. Entre os cursos mais disputados pelos candidatos indígenas estão Medicina, nos campi de Altamira e Belém, Enfermagem, Educação Física, Administração, Odontologia, Fisioterapia, Direito, Biomedicina e Agronomia, áreas estratégicas para a atuação profissional e o retorno às comunidades.

Na Universidade do Estado do Pará (Uepa), o Processo Seletivo Específico para Candidatos Indígenas e Quilombolas também ampliou o acesso em 2026. Ao todo, dez estudantes indígenas foram aprovados, com destaque para as três maiores notas, que garantiram vagas no curso de Medicina nos municípios de Santarém, Marabá e Belém. A Uepa ofertou 208 vagas no processo, sendo uma vaga para indígenas e uma para quilombolas em cada um dos 104 cursos disponíveis, distribuídos entre a capital e outros 18 municípios paraenses.

Para o diretor da Associação dos Povos Indígenas Estudantes da UFPA, Joxanti Gavião, o processo tem um significado político. “Esse processo seletivo reconhece que nossos povos têm direito à universidade sem abrir mão de quem somos. Estar aqui é ocupar um espaço que historicamente nos foi negado”, declarou.

Confira a lista completa da UFPA e da Uepa

Sonhos e pertencimento

Caloura Jully Brígida Tembé da Câmara
Caloura Jully Brígida Tembé da Câmara
Foto: Acervo pessoal

Entre os novos estudantes indígenas aprovados pela UFPA, a caloura Jully Brígida Tembé da Câmara, da Aldeia Sussuarana, ingressou no curso de Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa. Para ela, a aprovação representa mais do que uma conquista individual. “Essa conquista significa muito pra mim, é o resultado de um ano inteiro estudando para conseguir ingressar na federal como estudante”, contou.

Ao ouvir o nome no listão, Jully descreve uma mistura de sentimentos. “Foi uma felicidade absurda e, ao mesmo tempo, uma sensação de dever cumprido, porque pude realizar o meu sonho e o sonho do meu avô”, disse. Seu objetivo é retornar à comunidade como professora. “Uma das minhas prioridades é voltar para minha comunidade, porque acredito que a educação de dentro é muito precária e há uma grande necessidade de ensino.”

O estudante Wyrahu Ribeiro Tembé, de 21 anos, da Aldeia Pirá, na Terra Indígena Alto Rio Guamá, ingressou no curso de Ciências Biológicas. Para ele, a universidade é uma ferramenta de transformação coletiva. “Significa que posso mudar o ensino da minha comunidade e proporcionar um ensino voltado à cultura”, destacou. Wyrahu também vê sua presença no ensino superior como uma forma de enfrentar estereótipos. 

Tainar Kaihhê, de 20 anos
Tainar Kaihhê, de 20 anos
Foto: Acervo pessoal

Já a estudante Tainar Kaihhê, de 20 anos, aprovada no curso de Medicina, é da Aldeia Velha Pac-ré, na Terra Indígena Kanela, no Maranhão. Primeira mulher indígena de seu território a ingressar no ensino superior na área da saúde, ela define a aprovação como um marco coletivo. “Significa luta e resistência. Para mim e para o meu território foi uma conquista muito grande e histórica”, afirmou. 

Sobre o momento do resultado, relembra a emoção. “Meu coração começou a acelerar, liguei na mesma hora para minha mãe e quase chorei de felicidade. Foi uma sensação de vitória e de mostrar que nós, mulheres indígenas, conseguimos sim ocupar espaços como esse.” O sonho, segundo ela, é retornar à aldeia como médica. “Quero me especializar em pediatria e ser exemplo para as crianças da minha comunidade, para que eu não seja a primeira e a última, mas sim, a primeira de muitas”, concluiu. 

A entrada desses estudantes reafirma o papel das universidades públicas na promoção da equidade e no fortalecimento da diversidade étnica no ensino superior. Mais do que números, as aprovações representam projetos de vida, sonhos coletivos e a perspectiva de que o conhecimento acadêmico dialogue com os saberes tradicionais, retornando aos territórios como ferramenta de transformação social, cuidado e desenvolvimento.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ESTAVA FORAGIDA


Pastora é presa no Amazonas por extorsão contra idosas no Pará

Suspeita teria usado influência religiosa para obter mais de R$ 57 mil das vítimas

Por Milena Sabrina (PC)

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa (DPPID), com apoio do Grupo de Trabalho de Vulneráveis (GTV/NIP) e da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), deu cumprimento, nesta segunda-feira (2), a um mandado de prisão preventiva no município de Manaus (AM) contra uma mulher investigada pelo crime de extorsão.

A ação apura a prática criminosa contra duas idosas, de 79 e 87 anos, ambas paraenses, de religião evangélica e com baixa escolaridade. A mulher estava foragida para o Amazonas. Conforme as investigações, a suspeita se aproveitava da condição de pastora evangélica, da influência exercida no meio religioso e da relação de confiança estabelecida com as vítimas para exigir sucessivos repasses em dinheiro, sob o falso pretexto de auxiliar financeiramente seu suposto noivo estrangeiro, que, segundo alegava, estaria preso pela Polícia Federal.

De acordo com a delegada Caroline Batista, titular da Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa, a investigada utilizava manipulação emocional e ameaças de cunho espiritual para constranger as vítimas. “Durante a prática criminosa, ela afirmava que as idosas ‘queimariam no fogo do inferno’ e que ‘não entrariam no reino dos céus’ caso não realizassem as contribuições financeiras exigidas. Dessa forma, mantinha controle emocional sobre elas, explorando deliberadamente sua fé, idade avançada e condição de vulnerabilidade”, destacou.

Em razão do constrangimento imposto, as vítimas realizaram diversas transferências bancárias via PIX para contas de titularidade da investigada. Apurou-se que a idosa de 79 anos repassou aproximadamente R$ 32 mil, enquanto a de 87 anos transferiu cerca de R$ 25 mil. Ambas chegaram a comprometer integralmente seus recursos financeiros, passando a enfrentar severas dificuldades econômicas, inclusive ficando impossibilitadas de contrair novos empréstimos bancários e acumulando dívidas com familiares e conhecidos.

As investigações indicam ainda que os repasses cessaram somente após familiares das vítimas descobrirem as transferências. Após o fato, a suspeita teria orientado uma das idosas a apagar as conversas mantidas entre ambas, numa tentativa de ocultar provas.

A investigada foi interrogada na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa Idosa (DECCI), em Manaus, e será encaminhada ao sistema penitenciário do Amazonas, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Operação Custos Senex reforça o compromisso da Polícia Civil do Pará no enfrentamento aos crimes praticados contra pessoas idosas, especialmente aqueles que exploram a fé, a vulnerabilidade emocional e a fragilidade econômica das vítimas, garantindo a proteção da dignidade e do patrimônio desse grupo especialmente amparado pela legislação.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO


Detran intensifica ações educativas em Belém para reduzir sinistros de trânsito em 2026

Com foco em vias de alto fluxo como a Augusto Montenegro, agentes orientam condutores, ciclistas e pedestres sobre condutas preventivas

Por Leidemar Oliveira (DETRAN)

Foto: Ascom/Detran

As ações educativas do Departamento de Trânsito do Estado (Detran) serão reforçadas em Belém a partir deste mês. Na manhã desta sexta-feira (30), as atividades em vias públicas foram retomadas na capital com o objetivo de intensificar as orientações à população sobre os principais fatores de risco de acidentes de trânsito.

Nos próximos dias, os agentes de educação do Detran farão abordagens preventivas na avenida Augusto Montenegro, uma das vias mais movimentadas da cidade. Durante a ação, ciclistas, pedestres e condutores são abordados para ouvir dicas de segurança e atitudes preventivas que podem preservar vidas no trânsito. 

Foto: Ascom/Detran

O uso do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo, o respeito aos limites de velocidade e da sinalização viária,  o uso obrigatório do capacete, o risco de manobras irregulares e o não uso do celular ao dirigir estão entre as principais orientações do Detran. 

A abordagem de ciclistas também está no foco da operação, já que a Augusto Montenegro registra uma grande circulação diária de bicicletas, porém parte dos ciclistas ainda insiste em trafegar fora da ciclofaixa ou pela pista do BRT, aumentando os riscos de colisão.

A coordenadora de educação do Detran, Celina Koury
A coordenadora de educação do Detran, Celina Koury
Foto: Ascom/Detran

“Estamos fazendo um planejamento diferenciado para 2026 no sentido de atender a população de uma forma mais lúdica, pedagógica e intensa. Começamos pela avenida Augusto Montenegro, por ser próxima ao Detran e pelo fluxo intenso e onde há risco aos mais vulneráveis com orientações sobre a mobilidade segura”, explicou a coordenadora de educação do Detran, Celina Koury. 

O agente de educação Rodrigo Freitas
O agente de educação Rodrigo Freitas
Foto: Ascom/Detran

Em Belém, as ações ocorrem duas vezes na semana em vias de maior movimentação. O agente de educação Rodrigo Freitas direcionou as abordagens para a faixa de pedestre, pois, segundo ele, esta sinalização é constantemente desrespeitada por veículos, especialmente motociclistas. “Eles costumam atravessar na moto encima da faixa, o que é irregular. Além de incidir em autuação, essa manobra perigosa pode ocasionar sinistro com o pedestre e com o próprio motociclista. A orientação é descer da motocicleta e atravessar na faixa caminhando. Da mesma forma, o pedestre deve atravessar com cuidado, evitando distrações com o celular, por exemplo”, reforçou. 

A agente de segurança Karine Damasceno
A agente de segurança Karine Damasceno
Foto: Ascom/Detran

A agente de segurança Karine Damasceno se desloca a pé diariamente para o trabalho, na Augusto Montenegro, e afirma que as imprudências na faixa de pedestre são recorrentes. “O sinal mal fecha e os motociclistas já estão passando por cima da faixa, só faltam atropelar a gente, então estou achando essa ação do Detran maravilhosa, porque essa orientação é muito importante pra tentar conscientizar a todos”, comentou.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Dia da Visibilidade Trans:

 MPF cobra inclusão de mães trans e travestis no programa de CNH gratuita no Pará

Recomendação quer corrigir edital que exige termo 'mãe' na certidão e exclui mulheres trans sem documentos retificados

Foto mostra bandeira trans ondulando em mastro sob céu azul com sol e poucas nuvens. Possui listras horizontais azul-claro, rosa e branca no centro.
Foto: Alvaro Moreno/Canva

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Pará, expediu uma recomendação ao Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA) para assegurar a inclusão de mães transgêneros, transexuais e travestis no programa social CNH Pai D'Égua – Edição Especial Mães Atípicas. O documento foi assinado nesta quinta-feira (29), data que marca o Dia Nacional da Visibilidade Trans.

A atuação do MPF foi motivada por uma denúncia do Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta). A entidade alertou que as regras atuais do edital impedem a participação de mulheres trans que exercem a maternidade, mas que ainda constam como “pai” ou com o nome masculino no registro de nascimento de seus filhos.

Entenda o caso – O programa CNH Pai D'Égua, do Detran/PA, oferece a emissão gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A edição especial do programa para mães atípicas estende esse benefício a mães de pessoas com deficiência. No entanto, o item 3.1 do edital define como “mãe atípica” apenas aquela que “conste como filiação mãe no registro de nascimento”.

Para o MPF, essa exigência cria uma barreira discriminatória. Muitas mães trans e travestis ainda não realizaram a retificação de nome e gênero em seus documentos civis devido a obstáculos burocráticos e financeiros. Ao exigir a formalidade do registro biológico, o Estado acaba por negar a identidade de gênero dessas mulheres e o seu papel materno na criação dos filhos.

Segundo o procurador regional dos Direitos do Cidadão no Pará, Sadi Machado, autor da recomendação, a norma do edital configura transfobia institucional, pois reproduz um sistema de desigualdade dentro de um órgão público. O MPF destaca que o direito à identidade de gênero autopercebida é garantido pela Constituição e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e por normas internacionais de direitos humanos.

O que deve mudar – A recomendação orienta que o Detran/PA:


• Aceite a autodeclaração: admita a inscrição de mães transgêneros, transexuais e travestis com base em como elas se identificam, independentemente do que consta nos documentos oficiais.

• Ignore a barreira documental: permita o cadastro mesmo que, na certidão de nascimento da criança, a interessada ainda figure no campo “pai” ou “genitor”.

• Aplique a regra geral: adote esse entendimento para qualquer outro ato documental ou de registro do órgão de trânsito.

O documento reforça que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já uniformizou o uso do termo neutro “filiação” nas certidões, substituindo os campos fixos de “pai” e “mãe”, o que torna o edital do Detran/PA desatualizado frente às normas de registro civil mais recentes.

O Detran/PA tem o prazo de dez dias para informar se acata a recomendação e 30 dias para comprovar as providências adotadas. O não cumprimento da medida pode levar o Ministério Público a adotar ações judiciais para responsabilização do órgão.

Recomendação nº 1/2026

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

SEGURANÇA PÚBLICA


PC prende homem pela venda de canetas emagrecedoras irregulares em Irituia

Operação 'Blue Pen' desarticulou esquema de venda ilegal de substâncias vindas do exterior, como anabolizantes e grande quantidade de materiais injetáveis

Por Milena Sabrina (PC)

Ação mobilizou agentes das Delegacias de Irituia e de São Miguel do Guamá, com apoio da PM dos dois municípios
Ação mobilizou agentes das Delegacias de Irituia e de São Miguel do Guamá, com apoio da PM dos dois municípios
Foto: Divulgação

A Polícia Civil deflagrou, na segunda-feira (26), a operação “Blue Pen” que resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de armazenar e comercializar anabolizantes e canetas emagrecedoras falsificadas no município de Irituia. A ação foi realizada pela Delegacia de Irituia, em conjunto com a Delegacia de São Miguel do Guamá e com apoio da Polícia Militar de Irituia e de São Miguel do Guamá.

A operação foi realizada em duas fases e teve como objetivo apreender e retirar de circulação canetas emagrecedoras que vinham sendo comercializadas irregularmente nos municípios de Castanhal, São Miguel do Guamá e Irituia.

Foto: Divulgação

Na primeira fase, após intensa investigação, o suspeito foi preso em flagrante. “Identificamos fornecedores de uma cadeia de comercialização de hormônios e canetas emagrecedoras oriundas do Paraguai, com atuação na cidade de Irituia. Diante disso, realizamos diligências e efetuamos a prisão do investigado, que portava dez tipos de anabolizantes e dois tipos de canetas emagrecedoras no momento da abordagem”, explicou o delegado Henrique Inácio, titular da Delegacia de Irituia.

O homem foi flagrado oferecendo substância controlada a um agente policial disfarçado. A investigação reuniu elementos probatórios consistentes da prática criminosa, incluindo mensagens trocadas em grupos de celular da cidade.

Foto: Divulgação

Na segunda fase da operação, após a prisão do investigado, as equipes se deslocaram até o município de São Miguel do Guamá, onde localizaram e apreenderam toda a carga que estava em posse do suspeito.

Foram apreendidas sete canetas emagrecedoras; 32 canetas de insulina; 25 frascos de anabolizantes injetáveis; comprimidos de anabolizantes de uso oral; 166 agulhas; 77 seringas hipodérmicas de 3 ml; 18 seringas de insulina de 1 ml; 143 agulhas hipodérmicas de 1 ml; quatro isopores pequenos; um cooler azul de pequeno porte; e uma frasqueira rosa com diversas gavetas internas.

O veículo utilizado pelo investigado também foi apreendido, com representação para sua destinação em favor de órgãos de segurança pública, conforme previsto no artigo 61 da Lei de Drogas.

A operação “Blue Pen” integra um conjunto de ações da Polícia Civil voltadas à proteção da saúde pública, uma vez que a comercialização de canetas emagrecedoras falsificadas representa grave risco à população. Esses produtos possuem venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme resoluções e portarias publicadas nos últimos meses.

Texto de Jacqueline Costa, estagiária, sob supervisão de Milena Sabrina. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Policlínica Carajás promove ação pelo Janeiro Branco voltada à saúde mental


Atividade reuniu ginástica laboral, orientação psicológica e diálogo com colaboradores e usuários da unidade em Marabá no sudeste do Pará

Por Governo do Pará (SECOM)

Foto: Cássio Matos / Ag. Pará

Cuidar da mente é essencial para o equilíbrio emocional e para uma vida saudável. Na Policlínica Carajás Miguel Chamon, em Marabá, no sudeste paraense, essa atenção ganhou reforço, nesta quinta-feira (22), com a realização de uma ação voltada aos colaboradores e usuários da unidade, em alusão ao Janeiro Branco, campanha nacional dedicada à saúde mental. 

Foto: Asccom / HRSP

A iniciativa reuniu práticas de ginástica laboral, orientação psicológica e momentos de diálogo sobre saúde mental, promovendo um espaço de acolhimento e escuta. As atividades reforçaram que o cuidado emocional fortalece as equipes e contribui diretamente para um atendimento mais humano, sensível e qualificado à população.
 
José Roberto, psicólogo que atua na unidade gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), destacou que ações como essa fortalecem o cuidado integral em saúde.
 
“O Janeiro Branco nos convida a olhar para a saúde mental com mais atenção e responsabilidade. Quando há diálogo e orientação, criamos um ambiente mais saudável, com profissionais emocionalmente fortalecidos e pacientes mais acolhidos”, afirmou.

Roberto acrescentou que a programação incluiu ginastica laboral com exercícios leves, alongamentos e técnicas de respiração, pensados para aliviar as tensões do dia a dia. “Essas atividades ajudam a reduzir o estresse, prevenir lesões e fortalecer a saúde física e mental, além de criarem uma pausa necessária em meio à rotina intensa”, enfatizou.

Foto: Asccom / HRSP

O psicólogo acrescentou que a programação incluiu ginástica laboral com exercícios leves e técnicas de respiração, pensadas para aliviar as tensões do dia a dia. “Essas atividades ajudam a reduzir o estresse, prevenir lesões e fortalecer a saúde física e mental, além de criarem uma pausa necessária em meio à rotina intensa”, explicou.
 
Impacto positivo
 
A ação gerou reflexos positivos entre os usuários e colaboradores da unidade, reforçando a importância do cuidado com a saúde mental. Encaminhado para consulta ortopédica, Jonathas Silva, 29 anos, morador de Marabá, na região de Carajás, destacou a relevância de iniciativas que promovem acolhimento e tranquilidade durante o atendimento.

Foto: Asccom / HRSP

“A gente chega apreensivo por causa da consulta, e encontrar um ambiente acolhedor faz toda a diferença. Esse cuidado com a mente traz mais tranquilidade e confiança, tornando o atendimento mais leve e humano para todos os pacientes”, destacou Jonathas.
 
Entre os colaboradores, o sentimento também foi de reconhecimento. Para Lucas Oliveira, a ação representou uma pausa necessária na rotina intensa de trabalho. “Cuidamos de tantas pessoas todos os dias e, às vezes, esquecemos de olhar para nós mesmos. Participar dessa atividade mostrou o quanto pequenas pausas fazem diferença para a mente e para o corpo”, relatou o profissional.
 
Quem também sentiu os efeitos positivos da iniciativa foi a colaboradora Andréia Mesquita. Para ela, o momento reforçou a valorização de quem está na linha de frente do cuidado. “Foi uma ação simples, mas muito significativa. A ginástica laboral ajudou a aliviar tensões e a conversa sobre saúde mental nos fez sentir acolhidos e valorizados, mostrando que o cuidado começa com quem está aqui todos os dias”, destacou.

Estrutura: A Policlínica Carajás oferece atendimento médico em 27 especialidades, além de mais de 20 tipos de exames laboratoriais e de imagem. A unidade também conta com o Núcleo de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (Natea), ampliando o acesso a serviços especializados e fortalecendo o cuidado integral à população.

Foto: Cássio Matos / Ag. Pará

Regulação estadual para atendimentos - Os atendimentos da Policlínica são regulados pela Central Estadual de Regulação, sob responsabilidade da Sespa. Para ter acesso aos serviços, o cidadão deve procurar uma Unidade Básica de Saúde em seu município. Após avaliação, o profissional de saúde fornecerá o encaminhamento necessário. Em seguida, o paciente deve apresentar o documento de encaminhamento e seus dados pessoais à Secretaria Municipal de Saúde, que fará o cadastro e o agendamento no Sistema Estadual de Regulação.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

SAÚDE


Hospital Regional de Santarém, referência na área, inicia 2026 realizando transplante renal

Além dos transplantes, o hospital também realiza captação de órgãos e tecidos, e é referência em terapia renal substitutiva, ofertando tratamentos especializados

Por Gustavo Campos (SECOM)

Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, é referência em transplantes renais
Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, é referência em transplantes renais
Foto: Gustavo Campos/Ascom HRBA

Referência em transplantes renais em todo o oeste do Pará, o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, começou o ano de 2026 realizando mais um procedimento na última segunda-feira (12).

A unidade recebeu um rim de um doador falecido de 53 anos, natural de Natal, no Rio Grande do Norte. O transplante foi realizado pela equipe médica do HRBA e beneficiou um paciente de 58 anos, do município de Monte Alegre.

"A espera dos pacientes é uma espera nossa. A briga deles é uma briga nossa. Estamos atentos à tudo o que pode ser feito para aumentar cada vez mais o número de transplantes, atendendo mais pessoas e devolvendo cada vez mais pacientes à família, ao trabalho e às atividades normais. Aqui em Santarém, o trabalho tem sido feito, graças a Deus com muito afinco e gerando grandes resultados", explicou o responsável pelo setor de transplantes e diretor clínico do HRBA, Emanuel Espósito.

Em 2025, unidade realizou 20 transplantes renais
Em 2025, unidade realizou 20 transplantes renais
Foto: Gustavo Campos/Ascom HRBA

Emanuel acrescentou: "O transplante é o melhor tratamento para a doença renal crônica, pois tira o paciente da hemodiálise. Estamos trabalhando junto à Secretaria de Estado de Saúde Pública para ampliar e melhorar ainda mais o nosso serviço".   

Excelência - O primeiro transplante de rim em 2026 atesta a importância do Hospital Regional neste atendimento. No ano passado, o HRBA realizou um total de 20 procedimentos, mudando a vida de pacientes com insuficiência renal.

Os profissionais da instituição realizam os transplantes, desde novembro de 2016, e estão habilitados pelo Ministério da Saúde para a promoção deste serviço de saúde até o ano de 2028. Nestes quase 10 anos, o Regional de Santarém já realizou 136 transplantes renais, sendo 54 intervivos, quando o doador é geralmente parente do transplantado, e mais 82 de doadores falecidos.

Além dos transplantes, o hospital também realiza captação de órgãos e tecidos desde 2012, e é referência em terapia renal substitutiva, ofertando tratamentos especializados de Hemodiálise e Diálise Peritoneal.

"Nosso Centro de Terapia Intensiva é referência na região, mas o que nós queremos mesmo é que os nossos pacientes saiam das máquinas de hemodiálise e recuperem a qualidade de vida. E isso só é possível com os transplantes renais. Por isso, ficamos muito felizes em também ofertar este serviço, com uma equipe médica de excelência e com profissionais de saúde capacitados para mudar vidas a partir destes procedimentos", comemorou o diretor-geral do HRBA, Matheus Coutinho.

HRBA presta assistência de média e alta complexidade, na avenida Sérgio Henn, nº 1100, no bairro Diamantino, em Santarém
HRBA presta assistência de média e alta complexidade, na avenida Sérgio Henn, nº 1100, no bairro Diamantino, em Santarém
Foto: Gustavo Campos/Ascom HRBA

Doação de órgãos - Para ser um doador de órgãos após a morte, é necessária a realização de um rigoroso protocolo médico que vai determinar se o paciente teve morte encefálica, que consiste na parada irreversível das funções do cérebro.

No Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar. Assim, mesmo que uma pessoa tenha dito em vida que gostaria de ser doador, a doação só acontece se a família autorizar.

O Hospital Regional do Baixo Amazonas realiza uma série de ações para incentivar a doação de órgãos e conscientizar as pessoas da importância que essa decisão pode ter na vida de outros pacientes.

"Sem doação, não tem transplante. A doação pode vir de um familiar, intervivo, ou mesmo de um doador falecido, quando a família que perde um ente querido toma a decisão de doar o rim para um paciente que faz hemodiálise e está na fila de espera. Então, esta escolha pela doação é muito importante. Aqui no Hospital Regional, entramos no nono ano ofertando este serviço. Uma cidade no interior do Pará que despontou nessa modalidade de terapia tão avançada, que geralmente se encontra apenas nos grandes centros. Tivemos números expressivos em 2025 e a gente acredita que tem capacidade para sempre ofertar mais aos nossos pacientes", concluiu o médico nefrologista Emanuel Espósito.

Serviço: O HRBA é referência em média e alta complexidade para uma população de 1,4 milhão de pessoas residentes em 29 municípios, e presta serviço 100% referenciado, atendendo à demanda originária da Central de Regulação do Estado.

A unidade pertence ao Governo do Pará, sob administração do Instituto Social Mais Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e fica localizada na avenida Sérgio Henn, nº 1100, no bairro Diamantino, em Santarém.