quinta-feira, 21 de maio de 2026

SEGURANÇA


Polícia Civil deflagra 6ª fase da ‘Ponto Crítico’ e cumpre mandados judiciais em todo o Pará

Mais de 190 pessoas foram presas na ação na Região Metropolitana e interior. Houve a apreensão de drogas, armas, munições, celulares e outros objetos.

Por Jeniffer Terra (PC)
21/05/2026 11h11
Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a 6ª fase da operação ‘Ponto Crítico’ para dar cumprimento a mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão em 106 cidades do Pará. 

Desta vez, a ação policial aconteceu tanto na Região Metropolitana de Belém quanto no interior do Estado, resultando em mais de 190 prisões e na apreensão de 20 armas, 534 munições, vasta quantidade de substâncias entorpecentes e outros objetos, até o momento. Policiais civis de todas as diretorias da instituição foram empenhados para que os alvos fossem devidamente identificados e localizados. 

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

“Mais de 640 policiais da Polícia Civil do Pará foram designados para atuar na operação que aconteceu 106 cidades de todas as regiões do Estado, mostrando a integração da instituição e o trabalho de inteligência desenvolvido para localizar o alvos que estavam com mandados de prisão em aberto por diversos crimes, como homicídio, tráfico de drogas, roubo, associação criminosa, estupro, não pagamento de pensão alimentícia, violência doméstica e outros crimes”, ressaltou o delegado-geral da PCPA, Raimundo Benassuly.

Alguns dos alvos foram capturados nestas terça e quarta-feiras, mas o “dia D” da operação  foi hoje, quando os outros investigados foram encontrados e conduzidos pelos policiais para as delegacias dos respectivos municípios onde foram localizados.

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

“A operação ‘Ponto Crítico’ foi pensada há alguns meses, quando o levantamento de informações por parte das equipes iniciou. Nós precisamos capturar alguns alvos antes da deflagração da operação para não correr o risco deles se evadirem. Esta é mais uma operação exitosa da PCPA, que contou com a participação de policiais de todas as diretorias operacionais e do setor de inteligência para viabilizar a precisão do endereço onde eles estavam escondidos”, destacou o delegado-geral adjunto, Temmer Khayat.

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

A Polícia Civil do Pará vem desenvolvendo um trabalho constante no combate ao crime e às organizações criminosas, fruto de um esforço contínuo de investigação realizado pelas Delegacias de Polícia Civil em todo o Estado do Pará.

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

“A operação segue em andamento em todo o território estadual para que sejam cumpridos o maior número de mandados judiciais, demonstrando, mais uma vez, a presença do estado e o forte trabalho realizado pelas forças de segurança que vem garantindo a repressão dos crimes e a desarticulação de grupos criminosos que tentam se manter com essas práticas no Pará”, finalizou o delegado-geral da PCPA.

Todos os presos foram conduzidos para as unidades policiais, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis e serão colocados à disposição da Justiça.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

OPERAÇÃO SINAL FALSO II


PC cumpre 11 mandados contra investigados por transferências ilegais de veículos

Os suspeitos foram localizados nos Estados do Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, durante a operação 'Sinal Falso' nesta quarta-feira (20)

Por Jeniffer Terra (PC)
20/05/2026 08h13
Agentes da PC conduzem suspeitos para apresentação à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)
Agentes da PC conduzem suspeitos para apresentação à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)
Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

A Polícia Civil do Pará deflagrou a segunda fase da operação “Sinal Falso”, na manhã desta quarta-feira (20). No decorrer das diligências, onze pessoas foram presas em cumprimento a mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão em 13 endereços ligados aos alvos, nas cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Cachoeirinha (RS) e Foz do Iguaçu (PR).

A investigação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFRVA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e contou com o apoio operacional de unidades da Divisão de Homicídios (DH), Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) e da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC), todas vinculadas à Diretoria de Polícia Especializada (DPE), além do apoio das Polícias Civis dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. 

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

“A segunda fase da operação ‘Sinal Falso’ visa a combater o núcleo intelectual da organização criminosa que realizava vistorias e transferências ilegais de veículos mediante o pagamento de propina. A partir da análise das provas colhidas na primeira fase, foi possível perceber que as transferências ilegais dos automóveis eram feitas a pedido de uma parte do grupo que se situava na região Sul do país, com foco nos estados do Paraná e Santa Catarina”, explicou o delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO.

O grupo criminoso realizava a lavagem do dinheiro através de um integrante que reside em Porto Alegre. “Um dos indivíduos, tido como chefe do grupo, buscava veículos roubados ou de propriedade de terceiros e os legalizava, mediante corrupção de servidores do Detran/PA, com objetivo de realizar o financiamento com garantia ou enviá-los a Ciudad del Este, no Paraguai. Três agentes públicos foram presos na primeira fase da operação. Eles realizavam a execução de processos administrativos fraudulentos mediante propina semanal”, contou o delegado Linconl Vruck, titular da DRFRVA. 


domingo, 10 de maio de 2026

Estudante de Direito denuncia:

 

 perseguição, ameaças e ofensas de professor

Uma estudante, do curso Direito de uma Faculdade, em Marabá, no sudeste do Pará, denunciou à Polícia Civil ter sido vítima de perseguição, intimidação psicológica, ameaças e ofensas misóginas praticadas por um homem identificado como (KCD), professor da instituição. O caso foi registrado no dia 4 de maio de 2026. Segundo o depoimento prestado pela universitária, os primeiros contatos entre os dois ocorreram em dezembro de 2025, durante a aplicação de uma prova de segunda chamada. Embora não fosse professor da disciplina, (KCD),  teria sido responsável pela aplicação do exame. Após a ocasião, ele passou a manter contato com a estudante pelas redes sociais. A jovem afirmou que recusou qualquer envolvimento pessoal ao informar que já mantinha um relacionamento amoroso. A partir disso, segundo ela, o comportamento do suspeito mudou. A estudante relata que passou a perceber atitudes consideradas intimidatórias dentro da instituição, como olhares insistentes e abordagens desconfortáveis nos corredores e escadas da faculdade. O episódio mais grave teria ocorrido no dia 30 de abril, durante a realização de um simulado. Conforme o relato, (KCD), demonstrou comportamento controlador durante a aplicação da atividade e, em determinado momento, abordou a estudante afirmando possuir informações sobre o relacionamento dela com o namorado. Ainda segundo a denúncia, ele insistiu em fazer comentários pessoais e chegou a entregar um brownie à jovem ao final da prova. No dia seguinte, a estudante afirma ter recebido áudios temporários e ligações telefônicas contendo insultos, xingamentos e comentários ofensivos. Entre as expressões citadas no boletim de ocorrência, ela relata ter sido chamada de “cachorra” e ouvido frases como “você deveria estar morta”. O suspeito também teria feito comentários difamatórios sobre a vida íntima da vítima e de seu namorado. A universitária declarou ainda que ficou abalada ao perceber que o homem possuía informações pessoais sobre seu endereço e familiares, o que aumentou a sensação de perseguição e medo. De acordo com o documento policial, a estudante informou que a coordenação da faculdade teria mencionado a existência de procedimento administrativo envolvendo o mesmo homem por condutas semelhantes relacionadas a outras alunas. A vítima afirmou que pretende encaminhar prints e gravações de áudio à polícia e solicitou medidas protetivas de urgência, além da abertura de investigação criminal. O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil do Pará.

 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Capa de sua edição online de A Gazeta do Comércio


 

REGULARIZAÇÃO


Governo do Pará garante regularização da Gleba Maguari, beneficiando 3 mil famílias

Acordo com a União encerra impasse de quase 50 anos em São Félix do Xingu

Por Governo do Pará (SECOM)
06/05/2026 17h44
Foto: Divulgação

O governo do Pará garantiu, nesta terça-feira (5), em Brasília, a aprovação da regularização fundiária da região da Gleba Maguari, em São Félix do Xingu. A medida irá beneficiar mais de 3 mil famílias e representa o fim de um problema que se estendia há quase 50 anos.

A decisão foi anunciada durante reunião na sede da Advocacia-Geral da União (AGU) entre o presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Bruno Kono, o Advogado-Geral da União Adjunto, Júnior Divino Fideles, representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o ex-governador do Pará, Helder Barbalho, que iniciou a articulação ainda em 2019, o deputado estadual Torrinho Torres e o deputado federal José Priante.

Resultado de um trabalho conjunto entre o governo do Estado, o governo federal e a Advocacia-Geral da União, a decisão garante segurança jurídica a quem vive no território, fortalecendo a paz no campo e o direito à propriedade para quem vive e produz no Estado.

“Estamos falando de uma conquista construída com diálogo e articulação entre o Governo do Pará, o Governo Federal e as instituições responsáveis, que permite resolver um conflito histórico e avançar na regularização fundiária da Gleba Maguari. Isso significa garantir dignidade e segurança jurídica para mais de 3 mil famílias, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região”, destacou a governadora Hana Ghassan.

O presidente do Iterpa, Bruno Kono, afirmou que o acordo assegura o direito à propriedade, ampliando o acesso a políticas públicas. “Com esse acordo, superamos um impasse histórico sobre a situação fundiária da Gleba Maguari e garantimos a titulação de dessas terras pelo Iterpa e pelo Incra, assegurando o direito à propriedade e ampliando o acesso a políticas públicas. Foram várias reuniões técnicas, de alto nível e chegamos a um ponto de consenso. Já fizemos um primeiro trabalho na região de levantamento das informações das famílias. Vamos aos próximos passos que são assinaturas das partes, homologação e registro em cartório, para dar sequência. É uma conquista histórica em um dos processos mais longos do STF”, disse Kono.

Foto: Divulgação

Júnior Fideles destacou os benefícios da decisão ao território. “Com essa decisão aqui hoje nós estamos resolvendo um problema de mais de 40 anos, aliás, um problema de quase 50 anos. Com esse nosso consenso, poderemos levar segurança jurídica àquele território. Essa é uma decisão que a AGU segue a partir das diretrizes dadas pelo presidente Lula”, afirmou.

O acordo será levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para homologação e validação jurídica.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

MPF cobra providências de autoridades contra cerco policial a acampamento em área federal em Marabá (PA)


Movimentos sociais apontam restrição ao acesso à água e alimentos, além de atuação de civis armados


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O Ministério Público Federal (MPF) expediu ofício na noite deste domingo (3), em caráter de urgência, requisitando providências ao governo do estado do Pará e às autoridades estaduais de segurança pública para garantir a imediata desobstrução do acesso a itens essenciais no acampamento Maria da Glória, situado em Marabá (PA). 

Segundo movimentos sociais de defesa da reforma agrária, o local encontra-se sob cerco policial que está impedindo a entrada de água, alimentos e medicamentos destinados às famílias assentadas, afetando diretamente grupos vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes.

O ofício do MPF foi direcionado à governadora do estado, ao secretário de estado de Segurança Pública (Segup), ao comandante-geral da Polícia Militar (PM) e ao superintendente regional de Polícia Civil (PC) em Marabá.

A atuação do MPF foi motivada por uma representação formal assinada por diversos movimentos e organizações sociais, relatando o risco iminente de graves violações de direitos humanos na região.

Cerco e risco de violência – De acordo com os relatos apresentados ao plantão do MPF, as famílias organizadas na ocupação estão sofrendo restrições severas devido à ação de forças policiais estaduais.

Além do bloqueio de suprimentos básicos e assistência à saúde, há denúncias de disparos de arma de fogo e do envolvimento de particulares armados (prepostos de fazendeiros locais).

O MPF tomou conhecimento de que a governadora do estado publicou em suas redes sociais a determinação de envio de força policial à localidade — conhecida regionalmente como "Fazenda Entre Rios" — para garantir o suposto "direito à propriedade" diante do que classificou como "invasão". Há também registros na internet que indicam o acirramento dos ânimos entre as partes envolvidas.

Houve, ainda, informações divergentes sobre a situação no local. Enquanto representantes do governo estadual informaram à Câmara de Conciliação Agrária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que não havia bloqueios, os ocupantes relataram uma rigorosa filtragem policial.

Segundo os trabalhadores rurais, a única via alternativa livre de bloqueios é precária, muito mais longa e passa perto da sede da fazenda, tornando seu uso inviável por medo de ataques.

Terra pública federal – No ofício, o MPF esclareceu expressamente às autoridades estaduais que a área em disputa não se trata de propriedade particular, mas de terra pública federal rural pertencente à União e ao Incra. O imóvel está inserido na Gleba Itacaiúnas – 2ª Parte (matrícula n° 15.062 do Registro de Imóveis de Marabá).

O MPF destacou que houve uma tentativa de regularização fundiária da área por parte de quem se diz dono do local. No entanto, o processo foi infrutífero perante o Incra devido à constatação de "fortes indícios de burla aos requisitos legais".

Atualmente, a área é objeto de uma Ação Civil Pública (nº 1005478- 30.2026.4.01.3901), movida pela União e pelo Incra na Justiça Federal em Marabá, que pede decisão urgente para a imissão na posse do bem público.

A área foi formalmente destinada à reforma agrária para a criação do Projeto de Assentamento Maria da Glória, com capacidade para abrigar aproximadamente 194 unidades familiares.

Requisições do MPF – Diante da gravidade do cenário, do risco concreto de lesões graves e mortes, e amparado por suas atribuições legais, o MPF requisitou que o estado adote as medidas necessárias para o imediato fim de qualquer bloqueio humanitário (água, alimentos e medicamentos) ao acampamento.

Além disso, o MPF fixou um prazo exíguo de 48 horas para que as autoridades de segurança pública encaminhem:

  • O nome do responsável pela operação policial na região;
  • Cópia da ordem de serviço ou ato administrativo equivalente que autorizou o deslocamento do efetivo;
  • A identificação funcional de todos os agentes que participam ou participaram da operação.

Mobilização social – O ofício do MPF se deu após o recebimento de representação protocolada conjuntamente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Terra de Direitos, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Coletivo Veredas, Rede Nacional de Advogados Populares (Renap-PA) e Associação Maparajuba Direitos Humanos.

No documento enviado ao MPF, as entidades já alertavam que a Câmara Nacional de Conciliação Agrária do Incra havia notificado previamente os órgãos de segurança sobre a presença de grupos vulnerabilizados e o risco de uma retirada forçada e violenta no local.



Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 1 de maio de 2026

GOVERNO


Governo do Pará decreta luto oficial de três dias pela morte de Déa Maiorana 

Lucidéa Maiorana, presidente do Grupo Liberal, Dona Déa, como carinhosamente era chamada, morreu nesta quinta-feira, aos 91 anos, em São Paulo (SP)

Por Governo do Pará (SECOM)
01/05/2026 11h00
Dona Déa Maiorana morreu nesta quinta-feira (30), aos 91 anos, em São Paulo, onde recebia cuidados médicos
Dona Déa Maiorana morreu nesta quinta-feira (30), aos 91 anos, em São Paulo, onde recebia cuidados médicos
Foto: Divulgação

O Governo do Estado do Pará decreta luto oficial de três dias, em razão da morte de Lucidéa Maiorana, presidente do Grupo Liberal. Dona Déa, como carinhosamente era chamada, morreu nesta quinta-feira, aos 91 anos, em São Paulo, onde recebia cuidados médicos.

A governadora do Pará, Hana Ghassan, destaca o legado de Dona Déa Maiorana “ Uma mulher de garra e perseverança. Um legado que jamais será esquecido. Me solidarizo com os familiares, amigos e todos que fazem o Grupo Liberal”, enfatiza. 

Histórico 

Natural de Monte Alegre, oeste do Pará, Dona Déa nasceu no dia 10 de maio de 1934. De origem humilde, teve uma trajetória marcada pela superação: viveu parte da infância em um orfanato e, ainda adolescente, mudou-se para Belém para morar com a avó.  Em Belém, Dona Déa, conheceu o empresário Rômulo Maiorana. Juntos, fundaram um dos maiores conglomerados de mídia da Amazônia, o Grupo O Liberal. No ano de 1966, Déa e Rômulo Maiorana compraram o jornal O Liberal e transformaram o impresso em um dos veículos de comunicação mais importantes do país. Em 1976, fundaram a TV Liberal, afiliada Globo no Pará.

Dona Déa assumiu a Presidência das empresas em 1986, após a morte do marido. Reservada e com atuação forte nas causas sociais e culturais, dona Déa Maiorana deixa um legado de protagonismo feminino, de contribuição para o fortalecimento da imprensa no Pará.