quinta-feira, 16 de julho de 2026

MPF e MPPA apontam inconstitucionalidade de lei estadual que limita uso de banheiros por pessoas trans

 

Documento detalha violações à dignidade humana, ao direito à educação e à competência da União


Uma bandeira com listras horizontais azul-claro, rosa e branca tremula ao vento contra um céu com nuvens ao fundo.
Imagem: Vladimir Vladimirov/Canva


Uma análise técnica conjunta das Procuradorias Federal e Regional dos Direitos do Cidadão, órgãos do Ministério Público Federal (MPF) para a defesa dos direitos humanos, e do Núcleo de Defesa dos Direitos LGBTI+ do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) concluiu pela inconstitucionalidade integral da Lei nº 11.660, de 13 de julho de 2026, do estado do Pará.

A norma assegura a templos religiosos, escolas confessionais e eventos promovidos por essas entidades a prerrogativa de restringir o acesso aos seus banheiros com base na “definição biológica de sexo”, afastando expressamente o uso da identidade de gênero como critério. Para os membros dos Ministérios Públicos, a legislação afronta garantias fundamentais e cria um regime jurídico especial e discriminatório.

A lei é resultado de projeto aprovado na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e não limita seus efeitos ao público interno ou à liturgia das religiões, alcançando estudantes, trabalhadores, prestadores de serviço e visitantes, mesmo fora das dependências dos templos. O entendimento técnico aponta que, embora adote uma linguagem permissiva, a norma não é neutra: ela concede autorização legal e respaldo estatal para que instituições privadas desconsiderem a identidade de pessoas trans, travestis e, possivelmente, de pessoas não binárias e intersexo.

Ofensa aos direitos fundamentais e à dignidade – Na manifestação, os membros dos Ministérios Públicos ressaltam que a lei estadual esbarra na inconstitucionalidade material ao violar o princípio da dignidade da pessoa humana, a igualdade e a proibição de discriminação, preceitos resguardados pelas Constituições Federal e Estadual. Obrigar uma mulher trans a utilizar um banheiro masculino, ou um homem trans a utilizar o feminino, significa tratá-los como pertencentes a um gênero diferente daquele com o qual se identificam.

O documento técnico-jurídico adverte que a ausência de uma definição legal para “sexo biológico” no texto abre margem para abordagens invasivas e constrangedoras, podendo exigir que pessoas trans revelem dados do registro civil ou sejam submetidas a questionamentos sobre características anatômicas, colocando em risco sua segurança e privacidade.

Impactos no ambiente escolar – A extensão da norma às escolas confessionais é apontada como um agravante, pois atinge diretamente crianças e adolescentes. Segundo o texto, a lei entra em conflito direto com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que garantem o direito à educação em ambiente livre de violência, crueldade ou opressão.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Pará e o Núcleo LGBTI+ do MPPA destacam que a liberdade religiosa e a confessionalidade das instituições de ensino não isentam do dever absoluto de oferecer um espaço seguro e respeitoso. A aplicação da restrição aos banheiros escolares, segundo a análise, fomenta exposição pública, isolamento, infrequência, evasão escolar e expõe os estudantes trans a violências homotransfóbicas.

Invasão de competência da União – Sob o aspecto formal, a norma apresenta inconstitucionalidade orgânica por invadir competências privativas da União. O texto aponta que cabe exclusivamente ao ente federal legislar sobre direito civil – o que inclui os direitos da personalidade e a disciplina das relações entre particulares – e sobre diretrizes e bases da educação nacional, conforme o artigo 22 da Constituição Federal.

Dessa forma, o estado do Pará não possui autorização constitucional para criar um regime próprio sobre o reconhecimento da identidade de gênero ou para estabelecer condições de tratamento diferenciado nas relações privadas e educacionais de seu território.

Laicidade e autonomia privada – O documento também refuta a justificativa de que a lei estaria amparada de forma absoluta na autonomia privada e na liberdade de crença. A laicidade do Estado impede o poder público de adotar preceitos de uma doutrina religiosa específica como fundamento para restringir direitos civis de terceiros. A garantia de livre organização religiosa não autoriza a prática de atos incompatíveis com a dignidade e a proibição do preconceito.



Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

segunda-feira, 13 de julho de 2026

MPF aciona Justiça Federal para garantir recuperação e segurança das rodovias BR-155 e BR-230 no Pará


Ação aponta omissão estatal diante de graves problemas estruturais e cobra obras de emergência para evitar acidentes


Foto em perspectiva de rodovia asfaltada com um grande buraco em primeiro plano revelando a terra por baixo. Ao fundo, dois veículos trafegam.
Trecho do km 326 da BR-155 - Foto: PRF/janeiro de 2026


O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça Federal, quinta-feira (9), com ação em que pede decisão urgente contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a União, devido às graves deficiências estruturais nas rodovias federais BR-155 e BR-230, no Pará. A ação objetiva assegurar a integridade física dos usuários e garantir condições adequadas de trafegabilidade, especialmente em trechos localizados nos municípios de Eldorado dos Carajás, Xinguara, São João do Araguaia e Marabá.

Relatórios técnicos produzidos pelas equipes operacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) constataram um quadro generalizado de deterioração na infraestrutura das vias. Foram identificados buracos de grandes dimensões no pavimento, ausência ou insuficiência de sinalização horizontal e vertical, precariedade ou inexistência de acostamentos e estreitamento das faixas de tráfego. Também foram registrados rompimentos de bueiros, processos erosivos em desenvolvimento e comprometimento do sistema de drenagem.

O procurador da República Sadi Machado destaca na ação que a PRF comunicou reiteradamente o Dnit sobre o quadro estrutural crítico das rodovias, encaminhando laudos fotográficos e solicitações formais. Contudo, não houve a adoção de medidas efetivas e suficientes por parte da autarquia federal para solucionar os problemas. Segundo a PRF, as irregularidades representam risco concreto e iminente aos usuários, já tendo contribuído para a ocorrência de acidentes de trânsito, inclusive com vítimas, ocasionados por manobras bruscas na tentativa de desviar dos defeitos da pista.

Detalhes dos pedidos à Justiça – Diante da omissão prolongada do poder público e do risco agravado pelo período chuvoso na região, o MPF requer à Justiça, em caráter liminar (urgente), que o Dnit apresente, no prazo de 60 dias, um plano de ação e cronograma executivo para a correção de todas as irregularidades apontadas. Também foi solicitada a determinação para que a autarquia adote medidas emergenciais imediatas de redução de riscos, como operações tapa-buracos, adequação da sinalização e isolamento de áreas de risco.

A ação ainda pede que a União seja obrigada a participar, em conjunto com o Dnit, da elaboração e viabilização do plano de ação, providenciando os recursos administrativos e orçamentários necessários para a execução das obras.

Dano moral coletivo – Além das obrigações de reparo e manutenção da malha viária, o MPF requer a condenação do Dnit e da União ao pagamento de indenização por dano moral coletivo em valor não inferior a R$ 500 mil. O pedido decorre da omissão administrativa qualificada e da violação ao direito fundamental ao trânsito seguro, submetendo a população a riscos estruturais contínuos.


Ação Civil Pública  nº 1009540-16.2026.4.01.3901


Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

domingo, 12 de julho de 2026

MPF recomenda à governadora do Pará veto a projeto que limita uso de banheiros por pessoas trans


Órgão aponta indícios de inconstitucionalidade em proposta aprovada pela Assembleia Legislativa


Símbolo transgênero de madeira sobre fundo dividido diagonalmente em azul-claro e rosa.
Imagem: pixelshot/Canva


O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao governo do estado do Pará o veto integral ao Projeto de Lei nº 376/2024, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), que trata do uso de banheiros em templos religiosos, escolas confessionais e instituições mantidas por entidades religiosas. Para o MPF, a proposta apresenta indícios de inconstitucionalidade formal e material por afrontar normas constitucionais e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na proteção dos direitos humanos.

A recomendação foi expedida pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão, subprocurador-geral da República Paulo Thadeu Gomes da Silva, e pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Pará, procurador da República Sadi Flores Machado, no âmbito de procedimento administrativo que acompanha a implementação de políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+ no estado.

Inconstitucionalidade e jurisprudência do STF – Segundo o documento, o projeto invade competência privativa da União para legislar sobre Direito Civil ao disciplinar relações jurídicas envolvendo direitos da personalidade e estabelecer critérios para o uso de banheiros baseados exclusivamente no sexo biológico. O MPF também sustenta que a matéria demanda tratamento uniforme em todo o território nacional, não podendo ser regulamentada por legislação estadual.

Além da questão formal, a recomendação aponta que a proposta viola princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade, a vedação à discriminação e a proteção aos direitos da personalidade. O documento cita precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.275, que reconheceu a identidade de gênero como direito fundamental, e decisões que equipararam a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero aos crimes previstos na Lei nº 7.716/1989.

Direitos humanos e Estado laico – A recomendação também faz referência à Opinião Consultiva nº 24/2017 da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que reconhece a identidade e a expressão de gênero como categorias protegidas pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos, bem como à Nota Técnica nº 3/2025 da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e à Nota Técnica da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que destacam os impactos discriminatórios e os riscos à saúde e à segurança decorrentes da restrição de acesso de pessoas trans a banheiros compatíveis com sua identidade de gênero.

No documento, o MPF também observa que a justificativa do projeto está fundamentada em razões de natureza confessional, sem apresentar argumentos objetivos e de ordem pública capazes de justificar restrições a direitos fundamentais, ressaltando o princípio da laicidade do Estado e a necessidade de que decisões legislativas sejam sustentadas por razões públicas compatíveis com a Constituição.

Medidas administrativas e prazos – Além do veto integral ao Projeto de Lei nº 376/2024, o MPF recomenda que o governo do estado adote medidas administrativas para assegurar, no âmbito da administração pública estadual, o respeito ao direito fundamental ao livre exercício da identidade de gênero.

O estado do Pará deverá informar ao MPF, no prazo de dez dias, se acatará ou não a recomendação e, em até 45 dias, comunicar as providências adotadas.


 
Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FESTIVAL


Segunda noite do ‘Vem Louvar Pará’ emociona público em Belém

Com Isadora Pompeo, Anderson Freire, Bruna Karla e Banda Novo Som, shows que fecharam segunda edição do festival na capital levaram milhares de pessoas ao estacionamento do Mangueirão

Por Lorena Saraiva (SECULT)
28/06/2026 00h15
Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

O segundo e último dia do Festival “Vem Louvar Pará” de 2026 em Belém lotou o estacionamento do Mangueirão, neste sábado (27), com shows de Anderson Freire, Bruna Karla, Isadora Pompeo e Banda Novo Som, artistas que marcaram diferentes gerações da música cristã brasileira. Na sexta-feira (26), primeiro dia da nova edição da programação gospel na capital, um público de 80 mil pessoas já havia conferido as apresentações de Julliany Souza, Diante do Trono e Thalles Roberto. 

O secretário de Estado de Cultura do Pará, Bruno Chagas, comentou o sucesso do projeto. “Hoje a gente percebe que já tem um público ainda maior do que de ontem, o que pra gente é uma satisfação. Tudo que o governo faz é pra população. Uma política pública, quando é pensada, é para que a população receba isso de forma satisfatória e com muita eficiência. E o resultado disso a gente está vendo, com o público abraçando e vindo participar desse evento. E é isso que faz do evento um sucesso”, avaliou o titular da Secult. 

Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

“É uma emoção muito grande nós podermos levar a cultura gospel, de uma forma muito democrática, pra todo o Estado. Não nos limitamos apenas a Belém, na Região Metropolitana. Todas as regiões receberam uma edição do ‘Vem Louvar’, que volta a Belém para segunda edição. E na próxima semana, encerra esse ciclo de apresentações, em Paragominas. Mas já estivemos no oeste, no sul, sudeste do Pará, em todas as regiões”, detalhou o secretário.  

Valorização, reconhecimento e fé

Organizador do Festival “Vem Louvar Pará”, o pastor Lourival Pereira, lembra que a gênero musical gospel é o segundo mais ouvido no Brasil, e destaca que o governo do Estado percebeu e valorizou o segmento. 

Foto: João Caio / Ag. Pará

“Tudo começou ano passado, quando o governo decidiu prestigiar um segmento musical que não para de crescer em todo o Brasil, que é o gospel. E, por causa do sucesso do primeiro, decidiram expandir para mais cidades. E o que é mais lindo nesse projeto é que muitos dos nossos irmãos do interior não teriam condições de ter um evento desse porte, feito com tanta excelência, com tanta grandeza pra Deus. Então, o ‘Vem Louvar’ proporcionou isso. Era algo que faltava, porque o Pará entrou na rota de grandes eventos do teatro, música, e faltava o segmento gospel. E o governo do Estado percebeu isso, a importância e a grandeza do povo cristão. Começou o festival e deu tão certo que nós expandimos pra todo Pará”, comemorou o pastor Lourival Pereira. 

Uma das grandes atrações da noite deste sábado, Anderson Freire comentou a relação com o público paraense e a felicidade por estar de volta. “Sensacional o público do Pará, especialmente se tratando do povo de Deus. São maravilhosos. Eu amo vir ao Pará. Lembro que há cerca de 14 anos atrás, vim cantar aqui e foi uma emoção muito grande. Eu não acreditava que estava acontecendo. E depois percebi que eu estava ali, em estado de choque, porque a forma com que as pessoas cantavam era arrebatadora. Eu sou muito grato a esse estado, a essa cidade”. 

A pastora Nilce Miranda é cadeirante e muito fã de Anderson. Ela chegou cedo ao estacionamento do Mangueirão, acompanhada da irmã, para garantir um bom lugar. “Já é a segunda vez que eu venho. Tá maravilhoso, principalmente o acesso aqui pra cadeirantes. É tudo de bom, perto do palco, a gente assiste com tranquilidade e segurança nesse espaço”, contou Nilce. 

Nilce Miranda
Nilce Miranda
Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

O “Vem Louvar Pará” também representa um importante momento de confraternização entre diferentes grupos cristãos. Acompanhado da esposa, o policial Leandro Cardoso participou pela primeira vez do evento. “Hoje a gente resolveu participar, porque quando a gente se reúne com o povo de Deus é diferente. Aqui estão unidas várias congregações, isso é muito bom. A gente agradece ao governo do Estado, por promover isso”. 

A próxima edição do festival “Vem Louvar Pará” ocorre em Paragominas no dia 3 de julho.

Texto de Juliana Amaral, Ascom Secult

sexta-feira, 26 de junho de 2026

SAÚDE


Hospital Regional de Marabá e Policlínica Carajás promovem integração da rede pública de saúde

Unidades participaram de encontro com gestores municipais para alinhar estratégias e ampliar o acesso da população aos serviços especializados

Por Ascom Sespa (SESPA)
26/06/2026 16h05
Foto: Ascom HRSP e Poli Carajás 

A Policlínica Carajás Miguel Chamon e o Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP) participaram, na última quinta-feira (25), em Itupiranga, da reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR), que reuniu gestores das regiões de Carajás e Lago de Tucuruí para fortalecer a integração da rede pública de saúde e alinhar estratégias para ampliar o acesso da população aos serviços especializados.

Durante o encontro, representantes das instituições, que integram a rede de saúde do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), apresentaram a estrutura dos serviços especializados, os fluxos assistenciais e as ações desenvolvidas para ampliar o acesso da população aos atendimentos de média e alta complexidade.

Para o diretor executivo da Policlínica, Joabe Lopes, a participação no encontro fortalece o diálogo entre os serviços estaduais e os municípios. "Esse é um espaço importante para apresentar o trabalho desenvolvido, ouvir as demandas dos gestores e construir soluções de forma integrada. Quanto maior essa aproximação, mais eficiente se torna a organização da assistência regional, ampliando o acesso da população aos serviços especializados", destacou.

Alcileia Tartaglia, gerente assistencial da Policlínica, destacou que o encontro também contribui para aperfeiçoar os fluxos de atendimento entre os municípios e os serviços especializados. "Esses encontros permitem alinhar processos, esclarecer dúvidas e fortalecer a comunicação entre os municípios e os serviços especializados. Isso torna os encaminhamentos mais ágeis e contribui para que o usuário tenha um acesso mais organizado e eficiente aos serviços", explicou.

O diretor executivo do Hospital Regional, Fábio Grifo, ressaltou que o alinhamento entre Estado e municípios é importante para fortalecer a organização da assistência especializada na região. "A integração entre os gestores é essencial para qualificar o processo de regulação e garantir que cada paciente seja encaminhado ao serviço mais adequado. Esse alinhamento fortalece a rede e torna o atendimento mais eficiente para toda a região", enfatizou.

A gerente assistencial do Regional de Marabá, Crisila Reis, ressaltou que a construção conjunta de estratégias fortalece a assistência e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente em toda a rede. "Quando compartilhamos experiências e alinhamos as práticas assistenciais, conseguimos oferecer um atendimento cada vez mais qualificado e centrado nas necessidades dos pacientes", afirmou.

A reunião também contou com a participação da 11ª Regional de Saúde do Pará, que atua na articulação das ações e no fortalecimento da rede pública de saúde na região.

Foto: Ascom HRSP e Poli Carajás 

Rede Estadual de Saúde

O Hospital Regional do Sudeste do Pará e a Policlínica Carajás integram a rede estadual de saúde do Pará. As unidades são referências para a região, oferecendo atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com serviços de média e alta complexidade que atendem pacientes regulados dos municípios do sudeste paraense.

As unidades são referência para cerca de 1 milhão de habitantes de 22 municípios da região de Carajás: Marabá, Itupiranga, Nova Ipixuna, São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, Bom Jesus do Tocantins, Rondon do Pará, Abel Figueiredo, Dom Eliseu, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã, São Félix do Xingu, Bannach, Sapucaia e Xinguara. 

Texto: Ascom HRSP e Poli Carajás 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

JUNTOS POR ELAS


Polícia Civil deflagra força-tarefa para dar celeridade às investigações de violência contra mulheres 

Mais de 400 inquéritos policiais serão remetidos à Justiça em uma ampla mobilização que reúne todas as diretorias operacionais da instituição

Por Jeniffer Terra (PC)
24/06/2026 14h06
Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

A Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (24), a “Força-Tarefa Juntos por Elas”, uma grande ação integrada entre as diretorias operacionais da instituição voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, com atuação estratégica para acelerar investigações, fortalecer a responsabilização dos agressores e ampliar a proteção às mulheres vítimas de violência.

Temmer Khayat, delegado-geral adjunto da PCPA
Temmer Khayat, delegado-geral adjunto da PCPA
Foto: João Caio - Ag. Pará

“A força-tarefa demonstra o compromisso da Polícia Civil do Pará em combater a impunidade e garantir que as mulheres tenham acesso à justiça de forma célere e efetiva. A violência contra a mulher exige uma resposta rápida, firme e coordenada do Estado. Cada inquérito concluído e remetido à Justiça representa uma mulher que teve sua voz ouvida e um agressor mais próximo de ser responsabilizado pelos seus atos”, destacou Temmer Khayat, delegado-geral adjunto da Polícia Civil.

A integração entre as diretorias operacionais permite potencializar recursos humanos e técnicos, ampliando a capacidade investigativa da instituição e proporcionando maior eficiência na tramitação dos procedimentos policiais.

“Mais do que números, a força-tarefa representa um esforço coletivo em defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres paraenses. Cada diligência realizada, cada denúncia apurada e cada inquérito concluído significam a renovação do compromisso institucional de romper o ciclo da violência doméstica e familiar”, continuou o delegado. 

Delegada Emanuela Amorim, titular da DAV
Delegada Emanuela Amorim, titular da DAV
Foto: João Caio - Ag. Pará

A ação também reforça o papel da Polícia Civil como protagonista na rede de proteção às mulheres, atuando de forma permanente para garantir que as vítimas sejam acolhidas, protegidas e que os autores de violência sejam devidamente responsabilizados.

“A iniciativa contempla a realização de centenas de diligências investigativas, incluindo o cumprimento de intimações de autores de violência doméstica e familiar, buscas de pertences das vítimas nas residências de seus agressores, verificações de denúncias anônimas, análise de procedimentos em andamento, instauração de novos inquéritos policiais e a remessa de mais de 400 inquéritos policiais ao Poder Judiciário, representando um importante avanço na resposta estatal aos crimes praticados contra mulheres”, ressaltou a delegada Emanuela Amorim, titular da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV)

A Polícia Civil do Estado do Pará reafirma que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade institucional e que a união de todas as suas forças operacionais representa um passo decisivo na construção de uma sociedade mais segura, justa e livre de violência de gênero.

“As Diretorias de Polícia Metropolitana (DPM), de Polícia Especializada (DPE), Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) e a Corregedoria-Geral da instituição uniram-se à Diretoria de Atendimento à Grupos Vulneráveis para somar esforços e garantir a proteção e o acolhimento às vítimas e a responsabilização desses agressores” finalizou a diretora da DAV. 

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

Denuncie
Em caso de violência contra a mulher, procure a unidade policial mais próxima, uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher ou registre sua ocorrência por meio da Delegacia Virtual. O silêncio protege o agressor. A denúncia salva vidas.