segunda-feira, 29 de junho de 2026

FESTIVAL


Segunda noite do ‘Vem Louvar Pará’ emociona público em Belém

Com Isadora Pompeo, Anderson Freire, Bruna Karla e Banda Novo Som, shows que fecharam segunda edição do festival na capital levaram milhares de pessoas ao estacionamento do Mangueirão

Por Lorena Saraiva (SECULT)
28/06/2026 00h15
Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

O segundo e último dia do Festival “Vem Louvar Pará” de 2026 em Belém lotou o estacionamento do Mangueirão, neste sábado (27), com shows de Anderson Freire, Bruna Karla, Isadora Pompeo e Banda Novo Som, artistas que marcaram diferentes gerações da música cristã brasileira. Na sexta-feira (26), primeiro dia da nova edição da programação gospel na capital, um público de 80 mil pessoas já havia conferido as apresentações de Julliany Souza, Diante do Trono e Thalles Roberto. 

O secretário de Estado de Cultura do Pará, Bruno Chagas, comentou o sucesso do projeto. “Hoje a gente percebe que já tem um público ainda maior do que de ontem, o que pra gente é uma satisfação. Tudo que o governo faz é pra população. Uma política pública, quando é pensada, é para que a população receba isso de forma satisfatória e com muita eficiência. E o resultado disso a gente está vendo, com o público abraçando e vindo participar desse evento. E é isso que faz do evento um sucesso”, avaliou o titular da Secult. 

Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

“É uma emoção muito grande nós podermos levar a cultura gospel, de uma forma muito democrática, pra todo o Estado. Não nos limitamos apenas a Belém, na Região Metropolitana. Todas as regiões receberam uma edição do ‘Vem Louvar’, que volta a Belém para segunda edição. E na próxima semana, encerra esse ciclo de apresentações, em Paragominas. Mas já estivemos no oeste, no sul, sudeste do Pará, em todas as regiões”, detalhou o secretário.  

Valorização, reconhecimento e fé

Organizador do Festival “Vem Louvar Pará”, o pastor Lourival Pereira, lembra que a gênero musical gospel é o segundo mais ouvido no Brasil, e destaca que o governo do Estado percebeu e valorizou o segmento. 

Foto: João Caio / Ag. Pará

“Tudo começou ano passado, quando o governo decidiu prestigiar um segmento musical que não para de crescer em todo o Brasil, que é o gospel. E, por causa do sucesso do primeiro, decidiram expandir para mais cidades. E o que é mais lindo nesse projeto é que muitos dos nossos irmãos do interior não teriam condições de ter um evento desse porte, feito com tanta excelência, com tanta grandeza pra Deus. Então, o ‘Vem Louvar’ proporcionou isso. Era algo que faltava, porque o Pará entrou na rota de grandes eventos do teatro, música, e faltava o segmento gospel. E o governo do Estado percebeu isso, a importância e a grandeza do povo cristão. Começou o festival e deu tão certo que nós expandimos pra todo Pará”, comemorou o pastor Lourival Pereira. 

Uma das grandes atrações da noite deste sábado, Anderson Freire comentou a relação com o público paraense e a felicidade por estar de volta. “Sensacional o público do Pará, especialmente se tratando do povo de Deus. São maravilhosos. Eu amo vir ao Pará. Lembro que há cerca de 14 anos atrás, vim cantar aqui e foi uma emoção muito grande. Eu não acreditava que estava acontecendo. E depois percebi que eu estava ali, em estado de choque, porque a forma com que as pessoas cantavam era arrebatadora. Eu sou muito grato a esse estado, a essa cidade”. 

A pastora Nilce Miranda é cadeirante e muito fã de Anderson. Ela chegou cedo ao estacionamento do Mangueirão, acompanhada da irmã, para garantir um bom lugar. “Já é a segunda vez que eu venho. Tá maravilhoso, principalmente o acesso aqui pra cadeirantes. É tudo de bom, perto do palco, a gente assiste com tranquilidade e segurança nesse espaço”, contou Nilce. 

Nilce Miranda
Nilce Miranda
Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

O “Vem Louvar Pará” também representa um importante momento de confraternização entre diferentes grupos cristãos. Acompanhado da esposa, o policial Leandro Cardoso participou pela primeira vez do evento. “Hoje a gente resolveu participar, porque quando a gente se reúne com o povo de Deus é diferente. Aqui estão unidas várias congregações, isso é muito bom. A gente agradece ao governo do Estado, por promover isso”. 

A próxima edição do festival “Vem Louvar Pará” ocorre em Paragominas no dia 3 de julho.

Texto de Juliana Amaral, Ascom Secult

sexta-feira, 26 de junho de 2026

SAÚDE


Hospital Regional de Marabá e Policlínica Carajás promovem integração da rede pública de saúde

Unidades participaram de encontro com gestores municipais para alinhar estratégias e ampliar o acesso da população aos serviços especializados

Por Ascom Sespa (SESPA)
26/06/2026 16h05
Foto: Ascom HRSP e Poli Carajás 

A Policlínica Carajás Miguel Chamon e o Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP) participaram, na última quinta-feira (25), em Itupiranga, da reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR), que reuniu gestores das regiões de Carajás e Lago de Tucuruí para fortalecer a integração da rede pública de saúde e alinhar estratégias para ampliar o acesso da população aos serviços especializados.

Durante o encontro, representantes das instituições, que integram a rede de saúde do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), apresentaram a estrutura dos serviços especializados, os fluxos assistenciais e as ações desenvolvidas para ampliar o acesso da população aos atendimentos de média e alta complexidade.

Para o diretor executivo da Policlínica, Joabe Lopes, a participação no encontro fortalece o diálogo entre os serviços estaduais e os municípios. "Esse é um espaço importante para apresentar o trabalho desenvolvido, ouvir as demandas dos gestores e construir soluções de forma integrada. Quanto maior essa aproximação, mais eficiente se torna a organização da assistência regional, ampliando o acesso da população aos serviços especializados", destacou.

Alcileia Tartaglia, gerente assistencial da Policlínica, destacou que o encontro também contribui para aperfeiçoar os fluxos de atendimento entre os municípios e os serviços especializados. "Esses encontros permitem alinhar processos, esclarecer dúvidas e fortalecer a comunicação entre os municípios e os serviços especializados. Isso torna os encaminhamentos mais ágeis e contribui para que o usuário tenha um acesso mais organizado e eficiente aos serviços", explicou.

O diretor executivo do Hospital Regional, Fábio Grifo, ressaltou que o alinhamento entre Estado e municípios é importante para fortalecer a organização da assistência especializada na região. "A integração entre os gestores é essencial para qualificar o processo de regulação e garantir que cada paciente seja encaminhado ao serviço mais adequado. Esse alinhamento fortalece a rede e torna o atendimento mais eficiente para toda a região", enfatizou.

A gerente assistencial do Regional de Marabá, Crisila Reis, ressaltou que a construção conjunta de estratégias fortalece a assistência e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente em toda a rede. "Quando compartilhamos experiências e alinhamos as práticas assistenciais, conseguimos oferecer um atendimento cada vez mais qualificado e centrado nas necessidades dos pacientes", afirmou.

A reunião também contou com a participação da 11ª Regional de Saúde do Pará, que atua na articulação das ações e no fortalecimento da rede pública de saúde na região.

Foto: Ascom HRSP e Poli Carajás 

Rede Estadual de Saúde

O Hospital Regional do Sudeste do Pará e a Policlínica Carajás integram a rede estadual de saúde do Pará. As unidades são referências para a região, oferecendo atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com serviços de média e alta complexidade que atendem pacientes regulados dos municípios do sudeste paraense.

As unidades são referência para cerca de 1 milhão de habitantes de 22 municípios da região de Carajás: Marabá, Itupiranga, Nova Ipixuna, São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, Bom Jesus do Tocantins, Rondon do Pará, Abel Figueiredo, Dom Eliseu, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia do Norte, Tucumã, São Félix do Xingu, Bannach, Sapucaia e Xinguara. 

Texto: Ascom HRSP e Poli Carajás 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

JUNTOS POR ELAS


Polícia Civil deflagra força-tarefa para dar celeridade às investigações de violência contra mulheres 

Mais de 400 inquéritos policiais serão remetidos à Justiça em uma ampla mobilização que reúne todas as diretorias operacionais da instituição

Por Jeniffer Terra (PC)
24/06/2026 14h06
Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

A Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (24), a “Força-Tarefa Juntos por Elas”, uma grande ação integrada entre as diretorias operacionais da instituição voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, com atuação estratégica para acelerar investigações, fortalecer a responsabilização dos agressores e ampliar a proteção às mulheres vítimas de violência.

Temmer Khayat, delegado-geral adjunto da PCPA
Temmer Khayat, delegado-geral adjunto da PCPA
Foto: João Caio - Ag. Pará

“A força-tarefa demonstra o compromisso da Polícia Civil do Pará em combater a impunidade e garantir que as mulheres tenham acesso à justiça de forma célere e efetiva. A violência contra a mulher exige uma resposta rápida, firme e coordenada do Estado. Cada inquérito concluído e remetido à Justiça representa uma mulher que teve sua voz ouvida e um agressor mais próximo de ser responsabilizado pelos seus atos”, destacou Temmer Khayat, delegado-geral adjunto da Polícia Civil.

A integração entre as diretorias operacionais permite potencializar recursos humanos e técnicos, ampliando a capacidade investigativa da instituição e proporcionando maior eficiência na tramitação dos procedimentos policiais.

“Mais do que números, a força-tarefa representa um esforço coletivo em defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres paraenses. Cada diligência realizada, cada denúncia apurada e cada inquérito concluído significam a renovação do compromisso institucional de romper o ciclo da violência doméstica e familiar”, continuou o delegado. 

Delegada Emanuela Amorim, titular da DAV
Delegada Emanuela Amorim, titular da DAV
Foto: João Caio - Ag. Pará

A ação também reforça o papel da Polícia Civil como protagonista na rede de proteção às mulheres, atuando de forma permanente para garantir que as vítimas sejam acolhidas, protegidas e que os autores de violência sejam devidamente responsabilizados.

“A iniciativa contempla a realização de centenas de diligências investigativas, incluindo o cumprimento de intimações de autores de violência doméstica e familiar, buscas de pertences das vítimas nas residências de seus agressores, verificações de denúncias anônimas, análise de procedimentos em andamento, instauração de novos inquéritos policiais e a remessa de mais de 400 inquéritos policiais ao Poder Judiciário, representando um importante avanço na resposta estatal aos crimes praticados contra mulheres”, ressaltou a delegada Emanuela Amorim, titular da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV)

A Polícia Civil do Estado do Pará reafirma que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade institucional e que a união de todas as suas forças operacionais representa um passo decisivo na construção de uma sociedade mais segura, justa e livre de violência de gênero.

“As Diretorias de Polícia Metropolitana (DPM), de Polícia Especializada (DPE), Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) e a Corregedoria-Geral da instituição uniram-se à Diretoria de Atendimento à Grupos Vulneráveis para somar esforços e garantir a proteção e o acolhimento às vítimas e a responsabilização desses agressores” finalizou a diretora da DAV. 

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

Denuncie
Em caso de violência contra a mulher, procure a unidade policial mais próxima, uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher ou registre sua ocorrência por meio da Delegacia Virtual. O silêncio protege o agressor. A denúncia salva vidas.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

MEIO AMBIENTE


Semas participa de oficina regional para construção da Estratégia Nacional de Soluções Baseadas na Natureza

A estratégia nacional busca fortalecer políticas de adaptação climática, restauração ecológica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável

Por Jamille Leão (SEMAS)
19/06/2026 11h42

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) participou, na segunda e terça-feira, da Oficina Regional Norte para construção da Estratégia Nacional de Soluções Baseadas na Natureza (ENSBN), realizada no Centro de Treinamento e Formação Ambiental da Semas, em Belém. A iniciativa integra um processo participativo coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Prefeitura de Belém e o Governo do Estado.

A oficina reuniu gestores públicos, representantes da sociedade civil, pesquisadores e especialistas para discutir diretrizes e ações voltadas à construção da estratégia nacional, que busca fortalecer políticas de adaptação climática, restauração ecológica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável por meio das Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

A secretária adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas, Renata Nobre, que participou da mesa de abertura do evento, ao lado de representantes do MMA, ICLEI, Ministério das Cidades e Prefeitura de Belém, destacou a importância da contribuição da região Norte para a construção da estratégia nacional: “Essa construção é uma oportunidade de reunir diferentes experiências e conhecimentos dos territórios para fortalecer políticas públicas mais eficazes e conectadas à realidade local. O Pará contribui com essa agenda climática e ambiental, também reforçando que as especificidades amazônicas estejam refletidas em uma estratégia nacional voltada à resiliência climática e à conservação dos ecossistemas ”.

A diretora de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais da Secretaria, Indara Aguilar, também apresentou um painel sobre boas práticas em Soluções Baseadas na Natureza na região Norte, compartilhando experiências desenvolvidas pelo Estado na implementação de projetos e políticas voltadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, restauração ecológica e valorização dos serviços ecossistêmicos.

A Oficina Regional Norte integra uma série de cinco encontros presenciais promovidos em diferentes regiões do país para garantir a participação de diversos setores da sociedade na elaboração da ENSBN. As contribuições levantadas durante as oficinas servirão de subsídio para a construção da estratégia nacional, incorporando desafios, oportunidades e experiências dos diferentes territórios brasileiros.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

OPERAÇÃO “TRIBUTO”


Oito pessoas são presas por roubo majorado, extorsão, tortura, cárcere privado e coação

Suspeitos seriam integrantes de uma organização criminosa e teriam mantido uma vítima em cárcere privado por várias horas, sofrendo agressões físicas e psicológicas

Por Jeniffer Terra (PC)
17/06/2026 13h20
Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Jaderlândia, deflagrou nesta quarta-feira (17) a operação “Tributo” para apurar crimes de roubo majorado, extorsão, tortura, cárcere privado e coação praticados por integrantes de organização criminosa atuante em Castanhal.

A ação policial contou com o apoio da Superintendência Regional da Zona no Salgado e da Delegacia de Homicídios, resultando no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra oito pessoas. As investigações apontaram que o grupo criminoso participou da atração, sequestro, tortura, roubo e extorsão de uma pessoa.

“Segundo as nossas investigações, a vítima foi atraída ao local do crime por integrantes de uma organização criminosa, sendo mantida em cárcere privado por várias horas e submetida a agressões físicas e psicológicas, além de ser obrigada a fazer uma chamada de vídeo com lideranças do grupo que se encontram no Estado Rio de Janeiro. Eles exigiram o pagamento de taxas, mas obtiveram a recusa por parte da vítima”, contou o delegado Henrique Inácio, responsável pela investigação.

Após as agressões, ela foi levada à sua residência, onde foi obrigada a realizar transferências bancárias via PIX, além de ter diversos bens subtraídos, incluindo dinheiro, veículo, motocicleta, notebook, televisão, relógios e outros objetos de valor.

Foto: Divulgação

“As nossas diligências permitiram identificar os responsáveis por atrair a vítima, executar o roubo, torturar, ocultar os veículos e realizar a extorsão. Reconhecimentos fotográficos, depoimentos, oitivas de testemunhas e trabalho de inteligência policial confirmaram a participação dos investigados”, finalizou o delegado.

Durante a ação, oito pessoas foram presas, sendo os investigados conduzidos à unidade policial onde passaram pelos trâmites legais e permanecerão à disposição do Poder Judiciário. As investigações seguem para localizar outros envolvidos na ação criminosa.

Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PC/PA)

segunda-feira, 15 de junho de 2026

REGULARIZAÇÃO


Detran alerta para prazos do licenciamento anual de veículos com placas de 05 a 95

Licenciamento anual é obrigatório, previsto na legislação de trânsito e garante o CRLV, documento que comprova que a regularização do veículo

Por Leidemar Oliveira (DETRAN)
15/06/2026 09h37

Os proprietários de veículos com finais de placa entre 05 e 95 devem atentar para os próximos vencimentos do licenciamento anual no Pará. O primeiro prazo termina em 19 de junho para os veículos com finais de placas de 05 a 35. Em seguida, os proprietários de veículos com finais de placa de 45 a 65 têm até 26 de junho para regularizar o pagamento. Já os veículos com finais de placa de 75 a 95 devem ser licenciados até o dia 3 de julho, conforme o calendário do Departamento de Trânsito do Estado (Detran).

O licenciamento anual é um procedimento obrigatório previsto na legislação de trânsito e garante a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), documento que comprova que o veículo está regularizado e autorizado a circular nas vias públicas. Sem o licenciamento, o condutor fica sujeito a penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para realizar o serviço, o proprietário deve emitir o Documento de Arrecadação Estadual (DAE) por meio do site do Detran. A consulta pode ser feita informando a placa do veículo, o número do Renavam e o CPF do proprietário. O boleto também está disponível presencialmente na sede do órgão, nos postos avançados e nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) e de forma digital no Detran Digital, que pode ser acessado pelo site do órgão.

Antes de emitir a guia de pagamento, é importante verificar se existem multas ou outros débitos pendentes vinculados ao veículo. A existência de pendências junto ao Detran ou a outros órgãos de trânsito, como prefeituras e Polícia Rodoviária Federal (PRF), impede a conclusão do licenciamento. Somente após a quitação de todas as obrigações o processo é finalizado e o CRLV fica disponível em formato digital para acesso do proprietário.

A diretora-geral do Detran, Renata Coelho, destaca que a regularização do documento vai além do cumprimento de uma obrigação administrativa e tem impacto direto na segurança viária. “Quando o proprietário mantém o licenciamento em dia, ele está assumindo um compromisso com a segurança viária. O licenciamento é o que comprova que aquele veículo está regularizado e em condições legais de circulação. Isso ajuda a prevenir irregularidades, facilita a fiscalização e contribui para um trânsito mais organizado e mais seguro para todos. É um cuidado simples, mas essencial, que evita transtornos e demonstra respeito à vida”, ressalta.

Além do pagamento à vista, o Detran disponibiliza a opção de parcelamento dos débitos relacionados ao licenciamento por meio de cartão de crédito, em empresas credenciadas. A modalidade pode ser utilizada tanto para débitos em atraso quanto para o licenciamento do exercício vigente, oferecendo mais flexibilidade aos proprietários na regularização dos veículos.

O órgão orienta os condutores a não deixarem o procedimento para os últimos dias. A antecipação evita contratempos relacionados à compensação de pagamentos e garante que o documento esteja disponível dentro do prazo legal.

Circular com veículo não licenciado é infração gravíssima, conforme estabelece o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade inclui multa de R$ 293,47, registro de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo ao pátio até que a situação seja regularizada.

Texto: Brendo Alejandro (Ascom/Detran)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Conheça as regras para fazer pesquisas eleitorais e saiba como o MP Eleitoral fiscaliza


Novidades trazidas pela resolução deste ano buscam garantir maior controle sobre o financiamento dos estudos e evitar distorções no resultado

Fundo verde com os textos Ministério Público nas Eleições 2026, Por dentro das regras, Pesquisas. Ao lado, mãos apontam gráficos em papel
Arte: Comunicação/MPF


As pesquisas de intenção de voto são parte importante do processo eleitoral. Os levantamentos sobre a opinião pública servem para orientar as estratégias de campanhas e candidatos. Além disso, quando divulgados, os resultados podem influenciar a escolha dos eleitores, indicar os temas prioritários a serem debatidos e indicar a viabilidade de determinadas candidaturas. 

Os números comprovam o amplo uso e a relevância desse instrumento. Segundo dados do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), as Eleições de 2024 bateram recorde de pesquisas eleitorais e valores investidos nessa área. Foram realizadas 14 mil pesquisas e gastos quase R$ 172 milhões com os levantamentos sobre intenção de voto para os cargos de prefeitos e vereadores. Os contratantes são principalmente veículos de comunicação, partidos políticos e empresas de publicidade.

No caso das Eleições Gerais de 2026, embora a votação seja apenas em outubro, as pesquisas já estão em andamento. O sistema do TSE já registrou, até maio, mais de 700 sondagens, para os cargos de presidente, governadores, senadores e deputados. O investimento foi de R$ 40 milhões.

Considerando a importância desses levantamentos e o impacto nas eleições, há uma série de regras que devem ser respeitadas na realização das pesquisas eleitorais. As normas estão previstas na Resolução TSE n° 23.600/2019, que foi atualizada em fevereiro deste ano pela Resolução n° 23.747/2026. Cabe ao Ministério Público fiscalizar o cumprimento dessas regras, para evitar abusos. 

Entre as novidades deste ano, passou a ser obrigatório apresentar uma declaração formal do estatístico responsável pela pesquisa, que deve atestar seu vínculo com a empresa ou a instituição que realizou o levantamento. O profissional deve assegurar que os dados e a metodologia sejam disponibilizados para auditoria, além de declarar estar ciente das sanções previstas na legislação em caso de fraude, informações falsas ou irregularidade. A norma também reforça exigências sobre a delimitação geográfica das pesquisas, ampliando a transparência metodológica. 

📊  Pesquisas eleitorais

Pesquisas eleitorais são o questionamento feito ao eleitor, em determinado momento, a respeito de candidatos que podem disputar ou já concorrem em uma eleição. Esse levantamento de intenção de voto é utilizado por institutos ou entidades para verificar a preferência do eleitor em relação aos candidatos ao pleito. Como toda pesquisa de opinião pública, a pesquisa eleitoral utiliza método científico para apurar a realidade do momento junto a segmentos representativos do eleitorado, chamados de amostra, seguindo metodologia específica.

As pesquisas eleitorais podem ser feitas a qualquer tempo no ano da eleição, desde que sejam cadastrados no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) do TSE em

até cinco dias antes da divulgação dos resultados. Ao fazer esse cadastro, é preciso informar

os dados completos do contratante e a origem dos recursos gastos.

Essas informações também são exigidas quando a pesquisa é financiada diretamente pelos próprios institutos. Nesses casos, devem informar os próprios dados, o valor total e a origem recursos usados, além de apresentar o relatório contábil das movimentações financeiras realizadas no ano anterior ao da realização das eleições.

O registro de pesquisas eleitorais, contudo, não torna obrigatória a divulgação de seus resultados. Um instituto ou empresa pode realizar o levantamento, mas não necessariamente divulgá-lo ao público. A norma deixa claro que a Justiça Eleitoral não realiza qualquer controle prévio sobre o resultado das pesquisas, nem gerencia ou cuida da divulgação.

Caso algum desses prazos ou regras sejam descumpridas, a pesquisa será considerada não registrada e, portanto, irregular.

💰 Mais controle sobre o financiamento

Uma das mudanças trazidas pela resolução deste ano é o maior rigor na identificação de quem financia a pesquisa. Agora, as novas regras exigem saber especificamente o “nome da pessoa responsável” pelo pagamento e os dados pessoais. A alteração busca dar mais precisão e facilitar a identificação do responsável direto pelos recursos, especialmente em casosde contratos mais complexos.

Outra mudança é que a empresa ou entidade responsável deve informar, no momento de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral, como será a forma de pagamento: se parcelada ou em em pagamento único após realização do serviço. Além disso, as notas fiscais devem ser apresentadas conforme os pagamentos forem sendo realizados. 

📍Delimitação geográfica da pesquisa

As novas regras também passaram a exigir que a delimitação geográfica das pesquisas siga a divisão político-administrativa oficial do município e dos estados. 

Além disso, é preciso informar qual recorte territorial foi usado de fato na pesquisa, como bairros, regiões ou cidades, e detalhar quais métodos foram adotados para garantir o controle e o equilíbrio dos dados, como ajustes estatísticos para representar corretamente a população.

Se a forma de coleta da pesquisa não permitir identificar os dados por setor censitário - divisão geográfica usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, a entidade ou empresa responsável pelo levantamento terá que explicar o motivo. Essa justificativa deve ser técnica e bem fundamentada.  O objetivo é evitar distorções na representação territorial dos dados utilizados na pesquisa

A norma também deixou mais claro que, se alguém solicitar, a empresa que fez a pesquisa é obrigada a entregar os dados em até dois dias. Além disso, deve permitir que essa pessoa vá até a empresa para verificar de forma aleatória os materiais da pesquisa, como planilhas e relatórios, durante o horário comercial. 

💬  Enquetes

A resolução também fixa explicitamente, em 15 de agosto, a data limite para a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. Diferentes das pesquisas eleitorais, as enquetes ou sondagens são levantamentos realizados com a participação espontânea dos eleitores, sem definição de amostra específica e sem uso de método científico. 

Elas só podem ser realizadas antes do início das propagandas eleitorais. Caso a enquete seja apresentada à população como pesquisa eleitoral, os responsáveis podem ser punidos com as mesmas sanções previstas para a divulgação de pesquisas de opinião pública sem registro no TSE.

🚨 Fiscalização e punições 

Caso o MP Eleitoral, partido político, federação, coligação ou candidato constate indícios de irregularidade e perigo de dano, pode entrar com ação na Justiça pedindo liminar para suspender a divulgação dos resultados de uma pesquisa ou, ainda, determinar que sejam incluídos esclarecimentos na divulgação dos resultados, com aplicação de multa em caso de descumprimento da determinação. Ainda que não seja autor da ação, o Ministério Público apresenta manifestação em todos os processos que tramitam na Justiça Eleitoral em relação a pesquisas eleitorais.

Quem divulga os resultados de pesquisa fraudulenta está sujeito a uma série de sanções. A prática é considerada crime eleitoral e pode resultar em penas de prisão de seis meses a um ano, além de multa em valores que vão de R$ 53 mil a R$ 106 mil. A divulgação dos resultados de uma pesquisa sem prévio cadastro no TSE também sujeita os responsáveis à multa, nos mesmos valores.

🔎 Consulta pública

Por meio do site do TSE, qualquer cidadão pode consultar as pesquisas registradas. Além de contribuir para tornar o processo eleitoral mais transparente, a medida evita ainda que eleitores sejam vítimas de desinformação, conhecidas como fake news, já que podem conferir a veracidade do que é divulgado, por exemplo, nas redes sociais.

Eventuais indícios de irregularidade podem ser denunciados ao MP Eleitoral pelo MPF Serviços.

Confira a íntegra da Resolução nº 23.600/2019

🗳️ Por dentro das regras

Até outubro, o Ministério Público Federal (MPF) vai publicar matérias para ajudar o público a entender o trabalho da instituição na fiscalização do processo eleitoral. A série Por Dentro das Regras explica quais são as regras presentes nas leis e nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral que devem ser seguida pelos candidatos, partidos e eleitores. Já a série Me Explica, MPF! traduz os conceitos mais usados no meio jurídico relacionados à disputa eleitoral.

O MP Eleitoral é composto por integrantes do MPF e dos Ministérios Públicos Estaduais. Eles são responsáveis por fiscalizar o cumprimento das normas relacionadas às eleições, com o objetivo de evitar abusos, assegurar o equilíbrio da disputa e a livre escolha do eleitor.



Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação