segunda-feira, 11 de abril de 2022

Operação Amazônia Viva embarga mais de 2 mil hectares no combate ao desmatamento ilegal no Pará

Ações foram deflagradas nos municípios de Marabá, São Félix do Xingu e Altamira, resultando na queda do desmatamento no estado

Foto: DivulgaçãoCombater crimes ambientais, em especial o desmatamento, é uma das metas do Plano Estadual Amazônia Agora(PEAA), que entre os seus quatro eixos possui o “comando e controle”. A partir dele a  Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) realizou a 21ª edição da Operação "Amazônia Viva", que desenvolve ações de fiscalização ambiental de forma integrada com as Polícias Civil, Militar, Científica, além do Corpo de Bombeiros, órgãos que compõem a Força Estadual de Combate ao Desmatamento.

A última edição teve início no dia 15 de março e foi finalizada no último dia 31, com consolidação e divulgação dos dados nesta segunda-feira (11). A operação foi deflagrada nos municípios de Marabá, São Félix do Xingu, no sudeste paraense, e Altamira, sudoeste do Pará.

Foto: DivulgaçãoA operação contínua, que teve início no mês de junho de 2021, já resultou na queda de desmatamento, que acumula redução equivalente ao tamanho de Belo Horizonte.  Somente na última edição, o balanço realizado pela Diretoria de Fiscalização (Difisc) da Semas totalizou 2.370,448  hectares de áreas embargadas, proibindo a utilização do local embargado para qualquer atividade. A recuperação da área degradada e a promoção da regeneração do meio ambiente afetado são objetivos da ação.

Os fiscais constataram degradação ambiental em 18 locais que haviam sido denunciados por imagens via satélites, e cinco acampamentos ligados ao desmatamento ilegal foram destruídos. Foram apreendidos um trator esteira, uma escavadeira, cinco motosserras, um soprador, um motorbomba, duas armas de fogo, 11 munições e 16,297 m³ de madeira em estaca.

Foto: DivulgaçãoAgentes da força estadual também aplicaram como procedimentos administrativos nove autos de infração, oito termos de apreensão, seis termos de depósito, três termos de embargos, três termos de inutilização e um termo de doação. Dois procedimentos policiais, três boletins de ocorrência e três perícias também foram realizados.

O secretário de meio ambiente e sustentabilidade do Pará, Mauro O’de Almeida, avaliou a atuação conjunta.

“Nós estamos no caminho certo em termos de atuação na repressão ao desmatamento, prova disso é a redução do desmatamento que alcançamos em quatro dos últimos oito meses. Vamos continuar insistindo nessa tecla, em conjunto com outras ações que também colaboram para a manutenção da floresta em pé, como por exemplo, as ações do Territórios Sustentáveis, como o 'Regulariza Pará' e o Cadastro Ambiental Rural”, elencou Mauro O’de Almeida.  

Foto: Divulgação

Objetivo

Para zerar a emissão de gases de efeito estufa no Pará provenientes da destruição florestal, o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) também utiliza o eixo Comando e Controle, em que são desenvolvidas ações de monitoramento e de fiscalização. A Força Estadual de Combate ao Desmatamento atua contra atividades ilegais de degradação da floresta em áreas de responsabilidade estadual.

Por Aline Saavedra (SEMAS)

Mini Festival de Chocolates, Flores e Joias movimenta economia criativa

Foto: Júlio Santos/Ascom IgamaMaior produtor de cacau do país, o Pará segue fortalecendo a cadeia produtiva e agregando valor ao produto. Nesse final de semana, o chocolate produzido com cacau de origem paraense foi a grande estrela do mini festival, edição especial de Páscoa, que reuniu, ainda, flores e joias. O evento, promovido pelo Governo do Estado através das Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), realizado no Espaço São José Liberto, teve a presença de seis marcas que comercializam produtos feitos com chocolate de origem, nove produtores de bombons artesanais,outros seis que produzem flores e plantas e mais oito empreendedores de joias.

A funcionária pública Natasha Amorim veio visitar o mini festival e elogiou a iniciativa do Governo do Estado de fazer a programação. "Aqui é um espaço seguro, mais tranquilo e aproveitei o domingo pra conhecer os produtos, fazer uma comprinhas e trazer minha filha para se divertir um pouco com as atrações", disse, acompanhada da pequena Beatriz, de cinco anos de idade.

Foto: Júlio Santos/Ascom IgamaMas empolgada mesmo com o grande público que compareceu ao Espaço São José Liberto nos três dia de evento estava a bombonzeira Sena Cruz, da marca Senas Cacau. Logo no primeiro dia ela bateu todas as metas e teve o estoque esgotado e as boas vendas se repetiram durante todo o final de semana.Sena trabalha com cacau de origem há três anos e uma das atrações é a "palharense" uma versão da tradicional palha italiana desenvolvida com cacau da Amazônia.

"Nós trabalhamos com cacau 70%, que é muito bom para trabalhar, maleável, não tem aspereza, chocolate de origem. A realização desse mini  festival foi muito boa, os clientes vieram, levaram os produtos,o resultado das vendas foi excelente", comemorou a bombonzeira.

Produtora de cacau no município de Moju, Chiara Cruz, da "Da Cruz Chocolates", mal teve tempo de parar para dar entrevista por conta do volume de vendas realizadas neste último dia mini festival.  Junto com o marido e o filho ela disponibilizou os produtos que saem 'in natura' da fazenda no Moju e são beneficiados na fábrica localizada em Ananindeua. "A gente faz todo o processo produtivo na fábrica, torra, tritura, mói, nós temos um moinho centenário onde as amêndoas ficam moendo por sete dias. Tranformamos isso em barra, gotas de chocolate, cacau em pó 100%. Eu achei excelente esse retorno, pois de dezembro pra cá nós estamos sentindo o mercado  começar a reaquecer de novo depois de dois anos parado e essa feira tem sido muito boa pra gente",afirmou a produtora.

No segmento da flores, o mini festival foi uma oportunidade de trazer para o grande público produtos que geralmente são negociados diretamente com floriculturas, expandindo o leque de negócios e clientes. "Nós, produtores, muitas vezes nos isolamos muito na nossa área sem contato direto com o público, então é um incentivo pra gente que vê o quanto o nosso produto está sendo bem aceito no mercado. É um evento de grande importância porque serve pra gente como termômetro, além de fazer circular a economia e ter um retorno mais direto", explicou Tim Penner, do Sítio Santa Flora.

No balanço geral de vendas, foram comercializados cerca de R$ 33 mil em bombons, chocolates em barra, derivados de cacau, plantas e flores e joias. "São três cadeias que estão aqui reunidas, que vão se desenvolvendo e nós vamos mostrando ao mercado paraense que nós temos produtos de qualidade, que o povo pode vir comprar e conhecer o que é produzido aqui no Pará. É uma meta do Governo a gente incentivar a produção local para que haja uma melhoria na vida dessas pessoas.O balanço desse mini festival de Páscoa foi muito positivo. Os produtores estão muito satisfeitos com o que tá acontecendo", afirmou Dulcimar Melo e Silva, coordenadora da ProCacau, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

O último dia do Mini Festival de chocolates, flores e joias reservou,ainda,uma surpresa para as crianças que estiveram no Espaço São José Liberto: uma caça aos ovos de Páscoa que movimentou os pequenos e os pais numa brincadeira divertida, premiada com uma recompensa deliciosa. Fernanda Norat, servidora pública, que trouxe a filha Rafaela, de quatro anos, para assistir o espetáculo de Páscoa, estava encantada com a programação. "Estou achando muito bacana.Belém carece muito de opções para crianças, eu tô gostando muito e ela tá amando".

O Mini Festival de Chocolate, Flores e Joias teve a participação de instituições parcerias como o Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Sindicato das Indústrias Minerais do Estado (Simineral), Universidade da Amazônia (Unama), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Pará), Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), além do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau).

Texto: Fabiana Cabral 

domingo, 10 de abril de 2022

Em São Félix do Xingu, Governo do estado amplia atendimento do Detran para condutores de veículos


Com a mudança, passam a ser realizados na unidade todos os atendimentos necessários de habilitação

Foto: Marco Santos / Ag. ParáDurante agenda no sul do Pará, o governador Helder Barbalho anunciou a ampliação dos serviços ofertados pelo Departamento de Trânsito do Estado (Detran), em São Félix do Xingu. A partir de agora, a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) do município muda de classificação, passando de B para A. Com isso, a unidade poderá oferecer mais serviços de habilitação de condutores e veículos à população local.

Até então, a Ciretran oferecia apenas atendimento de solicitação de habilitação. Com a mudança, agora, o Departamento passa a realizar todos os atendimentos necessários, entre os quais exames médico e psicotécnico, coleta biométrica e exames práticos, que é a última etapa para quem deseja obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A Ciretran também ofertará todos os serviços de veículos que, antes, só eram acessados em outras unidades mais próximas.

A gerente da Ciretran, Geane Dantas destaca a importância da mudança de categoria de B para A, e os benefícios que a medida trará aos usuários de São Felix do Xingu e região. “Com essa mudança, tudo vai ficar mais prático para os usuários, que, ao invés de se deslocarem para outro município ou aguardarem a banca itinerante, vão poder ser atendidos aqui mesmo, em São Felix com mais conforto e agilidade. Vai ficar melhor pra todo mundo”, garante. Para ela, esse avanço só foi possível graças ao empenho do governo do Estado, da direção geral do Detran e da prefeitura, que se sensibilizaram com a necessidade dos usuários.

A gerente da Ciretran, Geane DantasFoto: Marco Santos / Ag. ParáAtualmente, o Detran conta com 50 Ciretrans, das quais 14 são A. A Circunscrição de São Félix está inserida na Região de Trânsito de Redenção, composta pelos municípios de Água Azul do Norte, Bannach, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Floresta do Araguaia, Ourilândia do Norte, Pau D'arco, Redenção, Rio Maria, Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Sapucaia, Tucumã, Xinguara, além de São Félix do Xingu. Nesta região, o Detran dispõe de sete Ciretrans para atender a uma demanda crescente de condutores. Portanto, a extensão na oferta dos serviços em São Félix vai permitir uma capacidade maior de atendimento à população desses municípios.

Durante a agenda, o governador Helder Barbalho exaltou a importância do município e das ações do governo do Estado para promover o desenvolvimento da região. “Estou feliz de estar junto com vocês, trazendo esse conjunto de obras e políticas públicas para toda essa região fantástica de integração do Xingu. Estamos trabalhando para que essa região se desenvolva e que São Félix possa se desenvolver cada vez mais”, exaltou o governador.

Por Leidemar Oliveira (DETRAN)

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Codec leva seminário econômico para Rondon do Pará


Comunidade acadêmica e empresas do agronegócio do município acompanharam a programação

Foto: Ascom / CodecDebater ideias para elevar a qualidade do desenvolvimento econômico dos municípios paraenses é um dos principais objetivos da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), que esteve nesta semana em Rondon do Pará, região sudeste do Pará, e que juntamente com a prefeitura municipal abriu o I Seminário de Desenvolvimento Econômico em Rondon do Pará.

A programação contou com 35 participantes entre professores e alunos da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), representantes de empresas de agronegócio da região, além de vereadores e secretários do município. O objetivo do seminário é elevar o diálogo sobre o desenvolvimento econômico de Rondon do Pará, analisando potenciais cadeias produtivas da região para atrair novos investidores ao município.

Para o gerente de Relações Institucionais da Codec, Evandro Diniz, a captação de investimentos inicia com treinamentos dentro do município, conhecendo e compreendendo o fluxo produtivo da região.

“A Codec e a Prefeitura de Rondon do Pará firmaram compromisso em 2021 quando foi assinado o protocolo de intenções para trazer desenvolvimento ao município. E agora estamos capacitando órgãos, empresas e comunidade acadêmica local para que, de forma colaborativa, as estratégias de desenvolvimento e atração de investidores ocorra”, explica Evandro.

Protocolo de Intenções

Após assinatura do Protocolo de Intenções entre Codec e Prefeitura Municipal de Rondon do Pará, em julho de 2021, o presidente da Companhia, Lutfala Bitar, firmou compromisso em potencializar as oportunidades de negócios no município.

Foto: Ascom / Codec“Estamos conhecendo todas as possibilidades econômicas e geográficas da região para em breve lançar o Guia do Investidor de Rondon do Pará, uma ferramenta que possibilita apresentar ao mundo cada característica do município que possibilite a verticalização do desenvolvimento da região. E para isso, precisamos que cada órgão se comprometa com isso, fazendo o dever de casa e trabalhando de forma colaborativa, assumindo, dessa forma, as diretrizes propostas pelo governador Helder Barbalho”, afirma o presidente.

Para a prefeita Adriana Oliveira, o município de Rondon do Pará está em fase de alto crescimento como a entrada de grandes redes varejistas e bancos, e que a região tem boas áreas para investimentos nos mais diversos setores, além de possuir mão de obra qualificada para diversos tipos de atividades.

“Estamos felizes de estar aqui neste momento dialogando sobre desenvolvimento econômico, acreditamos que o desenvolvimento sustentável é fundamental em nossa região” revela a prefeita.

Visitas

Após o seminário, representantes da Codec juntamente com a prefeita, Adriana Oliveira, visitaram grandes empresas que estão se instalando na região. Nas visitas o gerente Evandro Diniz teve a oportunidade de dialogar com os empresários com o objetivo de compreender mais sobre as necessidades do município, para assim entregar estratégias mais eficazes para o crescimento econômico da região.

Texto: Ascom Codec

Por Luana Laboissiere (SECOM)

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Empresária Socorro Almeida é manchete de sua Edição de A Gazeta do Comércio On line


 

Semas confirma mês de abril como 2º mais chuvoso em Boletim do Clima


Foto: Bruno Cecim / Ag.ParáO boletim climatológico para o mês de abril deste ano, divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) indica que, historicamente, o mês de abril é o segundo mais chuvoso do Estado. O mês de março é o que chove mais e, em 2022, teve índice pluviométrico de 527 mm. As chuvas observadas em abril são influenciadas, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), linhas de instabilidade, convecção local e resquícios de sistemas frontais advindos das regiões sul e sudeste do Brasil.

Os municípios das regiões nordeste estadual – Bragança, Vigia, Colares, Viseu, entre outros; Região Metropolitana de Belém (RMB) – Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara e os demais; Calha Norte - Alenquer, Almeirim, Curuá, Faro, Monte Alegre, Oriximiná, e mais três municípios; e no Baixo Amazonas – Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, entre outros, exibem acumulados históricos variando entre 200 e 400 mm/mês; enquanto o Marajó, com 16 municípios, tem máximos de 500 mm/mês na porção nordeste da ilha, municípios de Soure, Salvaterra e Ponta de Pedras.

Foto: Bruno Cecim / Ag.ParáO sudeste paraense (Marabá, Parauapebas, Redenção e outros municípios) exibe totais médios de 250 mm/mês, com núcleos isolados entre 100-150 mm/mês. A região sudoeste (Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Conceição do Araguaia e outros) apresenta acumulados variando entre 150 e 300 mm/mês. 

Abril 2022 - O prognóstico climático das chuvas para o mês de abril de 2022, segundo a previsão de consenso da Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Estado do Pará, a RPCH, apresenta previsão de precipitação muito acima do normal no litoral do nordeste e no Marajó; acima do normal nas regiões nordeste, RMB, norte do sudeste e sudoeste, Baixo Amazonas, parte leste-sul do Marajó e Calha Norte. Enquanto grande parte dos municípios da porção centro e sul enquadram-se na categoria normal, com exceção dos municípios mais ao sul que tendem a ficar com chuvas abaixo da média. 

O Núcleo de Monitoramento Hidrometeorológico, da Semas, prevê a permanência de chuvas para abrilFoto: Bruno Cecim / Ag.ParáOs acumulados médios de chuva previstos para este mês, são de 400 a 600 mm/mês nos municípios da região nordeste; já para RMB espera-se totais entre 400 e 500 mm/mês. O arquipélago do Marajó exibe tendência de chuvas acima de 400 mm/mês.

Observa-se redução gradativa dos totais de chuva nas regiões sudeste e sudoeste (no sentido norte-sul), variando entre 500 e 150 mm/mês; e os menores acumulados no extremo sudeste do Pará, abaixo de 150 mm/mês.

Segundo a Semas, nesta primeira quinzena deve haver o predomínio de dias nubladosFoto: Bruno Cecim / Ag.ParáPara a Calha Norte e Baixo Amazonas os totais de chuva esperados para este mês, variam entre 250 e 500 mm/mês, com os maiores valores situados no Baixo Amazonas. 

De acordo com o coordenador do Núcleo de Monitoramento Hidrometeorológico, da Semas, para o mês de abril, no Pará, a previsão de consenso da RPCH aponta que ainda devem permanecer as características favoráveis à ocorrência de chuvas na categoria acima do normal em toda a faixa norte do estado.

Os acumulados mensais de precipitação nessa área devem oscilar entre 350mm e podem atingir até os 600mm em algumas áreas dessa região. As temperaturas máximas diárias devem ficar próximas dos 31º até 32º Celsius (C), na maioria dos dias, e as mínimas oscilam em torno de 23º a 24º C”,

“Em padrões climatológicos, ainda temos a atuação marcante da Zona de Convergência Intertropical, chamada de Zcit, principal sistema produtor de chuvas nesse período, na região Norte, geralmente, posicionada ao sul da linha equatorial. Associadas a atuação dessa Zcit é comum também eventos de linhas de instabilidade e distúrbios ambulatórios nos ventos de leste, influenciando as chuvas. Em abril, ainda é comum, principalmente na 1ª quinzena, o predomínio de dias nublados”, explica o coordenador.

Por Aline Saavedra (SEMAS)

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Queda da violência no Pará preserva mais de 500 vidas só no primeiro trimestre de 2022


O dado é confirmado pelo indicador do número de Mortes Violentas Intencionais - homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais

A redução nos índices de criminalidade no Pará aponta, só no primeiro trimestre de 2022, a preservação de mais de 500 vidas, com base no indicador do número de Mortes Violentas Intencionais (MVI), que incluem homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. Os dados deste ano foram comparados ao mesmo período de 2018.Lanchas blindadas integram o amplo pacote de investimentos do governo do Estado na segurança públicaFoto: Marco SSantoss / Ag.Paara

"Nosso trabalho tem sido o de combater fortemente a criminalidade no Estado, tendo como uma das nossas metas focais a garantia da paz social para a população. Esses números equivalem à redução de Mortes Violentas Intencionais. Isso nos mostra que o trabalho que estamos desenvolvendo vem alcançando resultados positivos, refletindo no número de vidas que preservamos ao longo desse período, garantindo uma maior segurança a nossa população", assegurou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), na manhã de sexta-feira (01), no período de janeiro a março de 2022 houve redução de 44% nos casos de Mortes Violentas Intencionais quando comparadas ao mesmo período de 2018. Os números representam a preservação de 512 vidas nesse período em todo o Estado. Em relação a 2021, a redução foi de 19%, quando comparado ao mesmo período deste ano, representando a preservação de 114 vidas.Renovação da frota é fundamental para o êxito do trabalho policialFoto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Para

Políticas e programas - O Governo do Pará, por meio da Segup, enfrenta a criminalidade com ações ostensivas em todo o vasto território paraense. A gestão foi iniciada já com a implementação de políticas públicas e programas na área de Segurança para combater a criminalidade e fortalecer o trabalho ostensivo.

Dentro dessas políticas, o Programa Territórios Pela Paz (TerPaz) é uma das estratégias de maior alcance social. Implantado em sete bairros da Região Metropolitana de Belém, que apresentavam os maiores índices de crimes violentos, o TerPaz reúne uma força-tarefa governamental para oferecer gratuitamente serviços em diversas áreas, notadamente segurança, cidadania e saúde.Foto: Alex Ribeiro / Ag. Pará

Outra estratégia de combate à criminalidade é o Projeto "Segurança Por Todo o Pará", desenvolvido pela Segup em parceria com os demais órgãos do Sistema de Segurança Pública. Lançado em 2020, o projeto visa descentralizar as ações de segurança, levando aos municípios o trabalho integrado com base nas demandas locais, desenvolvido pelas 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps).

"Vários fatores são preponderantes para que possamos combater, de forma intensificada, a criminalidade no Pará. Entre eles está o ‘TerPaz’, que desenvolve políticas públicas nos bairros que eram apontados como os mais violentos quando iniciamos o trabalho na Segurança. São ações de choque operacional, seguidas de atividades de defesa social, somando esforços com as instalações das Usinas da Paz. Isso tem mudado a perspectiva e realidade desse locais, assim como o ‘Segurança Por Todo o Pará’, que tem como objetivo levar o modelo e estratégia de segurança desenvolvido na RMB para o interior, cobrindo toda a extensão do nosso território com ações ostensivas e preventivas. Esse conjunto nos auxilia de forma assertiva no enfrentamento à criminalidade", ressaltou o titular da Segup.

Integração - Além das políticas públicas e dos programas desenvolvidos, o Estado investe na integração das forças de segurança para ampliar a eficiência das estratégias de combate ao crime. Dentre as ações estão a implementação do "Polícia Mais Forte", pela Polícia Militar, e o combate às facções criminosas por meio de ações investigativas e ostensivas a cargo da Polícia Civil, em parceria com os demais órgãos do Sistema de Segurança Pública.Novas viaturas fortalecem o trabalho da Polícia CivilFoto: Marco Santos / Ag. Pará

Outra medida essencial para os resultados atuais foi a retomada do controle do cárcere, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que adotou medidas restritivas de acesso às unidades penitenciárias em todas as regiões, inibindo a comunicação de facções criminosas e fortalecendo a segurança. Os investimentos em perícia criminal também são fundamentais para garantir celeridade e eficiência na solução de casos, auxiliando as investigações e elucidações de crimes.

"O maior incremento de policiais nas ruas em pontos estratégicos, investigações criminais mais detalhadas e controle das cadeias, inibindo a comunicação de dentro para fora dos presídios, são ações de fundamental importância para o enfrentamento da criminalidade, bem como as operações desencadeadas, a fim de desarticular organizações criminosas que atuavam no Estado. Desta forma, conseguimos neutralizar a criminalidade e manter os indicares favoráveis, pois antes éramos vistos como um dos estados com maior número de crimes violentos registrados, e hoje a nossa realidade é outra, sendo o Pará, comprovadamente, inclusive apontado pelo Fórum Brasileiro de Segurança, como um dos estados da Federação que mais diminuíram a criminalidade", frisou Ualame Machado.Governador Helder Barbalho durante entrega de equipamentos para a perícia criminalFoto: Marco Santos / Ag. Pará

Investimento e inteligência – Nos últimos anos, as forças de segurança receberam investimentos significativos para o enfrentamento à criminalidade. Os órgãos de segurança pública agora têm suporte para atuação dos agentes nas ruas, assim como melhores condições de trabalho, com melhorias nas estruturas dos batalhões e delegacias de polícia, e no trabalho de perícia criminal, com a implementação de tecnologias de ponta. Também é fundamental o trabalho de inteligência para fins operacionais, que vem auxiliando o enfrentamento e contribuindo para a redução da criminalidade violenta.

"Todos os nossos esforços, ao longo desse período, são para enfrentar a criminalidade com estratégias eficientes, com a finalidade não somente de preservar nossas vidas, mas de melhorar as condições de trabalho dos nossos agentes, que atuam nas ruas diariamente e necessitam de um suporte eficaz para conseguir esses resultados positivos. Isso se reflete também no número de intervenções policiais que vêm sendo menores, a cada período, mostrando que nossas estratégias estão no caminho certo, e com isso garantimos segurança a todos", acrescentou Ualame Machado.

Por Walena Lopes (SEGUP)