quarta-feira, 20 de maio de 2026

OPERAÇÃO SINAL FALSO II


PC cumpre 11 mandados contra investigados por transferências ilegais de veículos

Os suspeitos foram localizados nos Estados do Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, durante a operação 'Sinal Falso' nesta quarta-feira (20)

Por Jeniffer Terra (PC)
20/05/2026 08h13
Agentes da PC conduzem suspeitos para apresentação à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)
Agentes da PC conduzem suspeitos para apresentação à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)
Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

A Polícia Civil do Pará deflagrou a segunda fase da operação “Sinal Falso”, na manhã desta quarta-feira (20). No decorrer das diligências, onze pessoas foram presas em cumprimento a mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão em 13 endereços ligados aos alvos, nas cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Cachoeirinha (RS) e Foz do Iguaçu (PR).

A investigação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFRVA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e contou com o apoio operacional de unidades da Divisão de Homicídios (DH), Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) e da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC), todas vinculadas à Diretoria de Polícia Especializada (DPE), além do apoio das Polícias Civis dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. 

Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC

“A segunda fase da operação ‘Sinal Falso’ visa a combater o núcleo intelectual da organização criminosa que realizava vistorias e transferências ilegais de veículos mediante o pagamento de propina. A partir da análise das provas colhidas na primeira fase, foi possível perceber que as transferências ilegais dos automóveis eram feitas a pedido de uma parte do grupo que se situava na região Sul do país, com foco nos estados do Paraná e Santa Catarina”, explicou o delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO.

O grupo criminoso realizava a lavagem do dinheiro através de um integrante que reside em Porto Alegre. “Um dos indivíduos, tido como chefe do grupo, buscava veículos roubados ou de propriedade de terceiros e os legalizava, mediante corrupção de servidores do Detran/PA, com objetivo de realizar o financiamento com garantia ou enviá-los a Ciudad del Este, no Paraguai. Três agentes públicos foram presos na primeira fase da operação. Eles realizavam a execução de processos administrativos fraudulentos mediante propina semanal”, contou o delegado Linconl Vruck, titular da DRFRVA. 


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