PC cumpre 11 mandados contra investigados por transferências ilegais de veículos
Os suspeitos foram localizados nos Estados do Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, durante a operação 'Sinal Falso' nesta quarta-feira (20)

A Polícia Civil do Pará deflagrou a segunda fase da operação “Sinal Falso”, na manhã desta quarta-feira (20). No decorrer das diligências, onze pessoas foram presas em cumprimento a mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão em 13 endereços ligados aos alvos, nas cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Cachoeirinha (RS) e Foz do Iguaçu (PR).
A investigação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFRVA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e contou com o apoio operacional de unidades da Divisão de Homicídios (DH), Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) e da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC), todas vinculadas à Diretoria de Polícia Especializada (DPE), além do apoio das Polícias Civis dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
Foto: Jeniffer Terra - Ascom PC“A segunda fase da operação ‘Sinal Falso’ visa a combater o núcleo intelectual da organização criminosa que realizava vistorias e transferências ilegais de veículos mediante o pagamento de propina. A partir da análise das provas colhidas na primeira fase, foi possível perceber que as transferências ilegais dos automóveis eram feitas a pedido de uma parte do grupo que se situava na região Sul do país, com foco nos estados do Paraná e Santa Catarina”, explicou o delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO.
O grupo criminoso realizava a lavagem do dinheiro através de um integrante que reside em Porto Alegre. “Um dos indivíduos, tido como chefe do grupo, buscava veículos roubados ou de propriedade de terceiros e os legalizava, mediante corrupção de servidores do Detran/PA, com objetivo de realizar o financiamento com garantia ou enviá-los a Ciudad del Este, no Paraguai. Três agentes públicos foram presos na primeira fase da operação. Eles realizavam a execução de processos administrativos fraudulentos mediante propina semanal”, contou o delegado Linconl Vruck, titular da DRFRVA.
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